segunda-feira, 11 maio, 2026
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REPERCUTINDO: Prefeitura não explica a má qualidade da “tinta de campanha” nas ruas da cidade

Foto: Luiz Costa/SMCS

No centro das críticas, também persistem questionamentos sobre o ‘imbróglio’ da licitação dos radares, um dos “mistérios mais bem guardados, a que têm acesso só cinco poderosos da Prefeitura”.

 

As contratações da Setran, da Prefeitura de Curitiba, sempre foram objeto de questionamentos dos órgãos de controle e os fornecedores mudam conforme gosto da gestão. Recentemente a Secretaria de Trânsito optou por deixar de utilizar os serviços da Empresa Trafic de Sinalização e contratar a empresa Sinasc, uma gigante do mercado nacional, e prestadora de serviços desde a época da Urbs-Urbanização de Curitiba.

Ninguém nunca soube explicar a preferência ! Ocorre que olhando os valores dos contratos do portal da transparência, percebe-se que a Sinasc tem tintas mais caras, porém a qualidade não está sendo aquela merecida pelo usuário do trânsito de Curitiba. Basta dar uma rodada na cidade e se percebe que as tintas aplicadas ano passado, na época da eleição, já estão apagando ou descascando, devido à má qualidade. Tinta de campanha eleitoral é assim, tem prazo de validade…Mas é abuso, mau uso do dinheiro público sujeito a punição em qualquer cidade de mandato acima de suspeitas.

Radares de Curitiba

INCONGRUÊNCIA DA SINALIZAÇÃO

Não se sabe o tipo de formação que a engenharia de trânsito da cidade tem ou se existe alguma explicação para entender qual o critério para a mudança de velocidade nas ruas de Curitiba, transformando uma verdadeira salada de frutas de 30 KM/H, 40 KM/H, 50KM/H, 60 KM/H E 70 KM/H. É uma troca de sinalização sem fim! Não há qualquer método nessa brincadeira administrativa. Aparentemente, conforme denunciado, a mudança visaria tão somente arrecadar e multar motoristas acostumados às velocidades padrões que há muitos anos já eram sinalizadas em Curitiba.

Um usuário frequente da Avenida Victor Ferreira do Amaral, leitor da nossa coluna e ex eleitor de Rafael Valdomiro Greca, reclama vigorosamente o seguinte: – No Município de Pinhais, na mesma avenida que é a Av Victor Ferreira, o limite é de 60 KM/H e muitas vezes até maior no sentido Expotrade; ambos são trechos urbanos com trânsito de pessoas, qual a justificativa para mudar a velocidade para 50 km/H? E acrescenta o leitor: “A Avenida Batel também é 50 KM/H . É mão dupla, mais estreita e com pedestres! Tudo sugere que o prefeito está de brincadeira com a população de Curitiba. E todas essas vias em que o Greca baixou a velocidade, fez questão de meter um radar para arrecadar!” Tínhamos o Cassioníquel e agora o Grecaníquel?

OMISSÕES GENERALIZADAS

Este site já fez vários questionamentos ao alcaide. Mas a verdade é nítida: Faturar com multas é preciso. E isso é uma verdadeira indústria da multa! ARRECADAR É A ORDEM! E não se tem notícias de que a irregularidades apontadas tenham sido examinadas.

Mais: a licitação dos radares foi objeto de várias denúncias de irregularidades, envolvendo inclusive grupo que sempre vence as licitações em Curitiba e que já presta serviços de fiscalização eletrônica na Capital. Na prefeitura não houve qualquer notícia ou informação a respeito da apuração da denúncia de que empresas que participaram da licitação utilizaram documentos irregulares, de outro município, do interior.

Um líder comunitário, ligado a um dos braços da Assembleia de Deus, questiona, furioso: “Afinal, o que foi apurado,senhor prefeito? Por que silêncio tão veemente por parte da Prefeitura quando esses temas estão em foco?” Um observador, velho engenheiro aposentado, comenta numa roda de conversa próxima associação de aposentados da PMC, que o “Ministério Público do Patrimônio e o Tribunal de Contas devem estar ainda em lockdown! Pois não se mexeram para verificar a documentação da licitação. É gente sentada nos cargos, com salário garantido no final do mês”.

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