quarta-feira, 13 maio, 2026
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PR ESTÁ EM QUINTO LUGAR NA PREVALÊNCIA DE CÂNCER COLORRETAL

Myrna Campagnoli: palavra de alerta
Myrna Campagnoli: palavra de alerta

O Paraná não está bem no retrato nacional da prevalência do câncer colorretal. Fica em quinto lugar no país, segundo alerta especialista curitibana Mirna Campagnoli.

O Estado apresentada 2,8 mil novos casos por ano. Isso pode significar, entre outros fatores causadores desse câncer, que temos população muito obesa, pouco consumidora de vegetais e frutas, além de caracterizar-se também por vida sedentária.

OS GRANDES RISCOS

A Organização Mundial de Saúde, em estudo publicado na revista científica Plos One, apontou, com base em estudos epidemiológicos, os principais fatores de risco associados com os tipos mais comuns de câncer. Dentre os alertas, a observação que o excesso de consumo de carne vermelha está diretamente relacionado com uma maior incidência de câncer colorretal (intestino grosso e reto).

POUCA FRUTA E LEGUME

Esse contexto está refletido negativamente no Sul do país, onde, segundo o relatório Vigitel, do Ministério da Saúde, a Região representa a segunda menor ingestão de frutas, legumes e hortaliças do país e, por sua vez, é elevado o consumo de carne vermelha.

REGISTROS NO PR

Com 20 casos para cada 100 mil habitantes – o que totaliza 2.880 registros anuais – o Paraná apresenta a quinta maior prevalência de câncer de intestino, dentre todos os Estados brasileiros, tanto entre homens, quanto entre as mulheres. Os dados são do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

É MULTIFATORIAL

Em alusão ao mês de conscientização sobre a doença (março marinho), a médica do Laboratório Frischmann Aisengart, Myrna Campagnoli diz: o câncer colorretal é uma doença multifatorial, ou seja, com diferentes causas envolvidas em seu desenvolvimento e, em razão disso, além da adoção de uma dieta equilibrada, é recomendável estabelecer outras medidas preventivas. Dentre elas, a prática regular de exercícios físicos, controle do peso, não fumar e evitar o consumo em excesso de bebidas alcoólicas.

COLONOSCOPIA

O principal exame para investigação de câncer colorretal é a colonoscopia. É indicado para homens e mulheres assintomáticos a partir dos 50 anos e com repetição a cada 5 ou 10 anos (de acordo com orientação médica). Recomenda-se também que, caso haja um ou mais episódios de câncer colorretal em parentes de 1º grau, a primeira colonoscopia seja feita a partir dos 40 anos e com repetição anual.

PESQUISAR SANGUE

Conforme ressalta a médica Myrna Campagnoli, a investigação da doença também se dá também por meio da pesquisa de sangue oculto nas fezes.

“Utilizado, em muitos casos, como triagem prévia à colonoscopia, é um exame não invasivo, mais barato, com repetição anual”. Também existem exames de sangue que podem contribuir para o diagnóstico precoce, como o marcador tumor denominado CEA (Antígeno Carcino Embrionário).

A PARTIR DOS 60

O câncer colorretal é uma doença em que o pico de incidência se dá a partir dos 60 anos. Isso porque, em cerca de 90% dos casos, o seu desenvolvimento está relacionado com a exposição cumulativa, ao longo da vida, aos fatores de risco como dieta não equilibrada, sedentarismo, obesidade, tabagismo e etilismo. Por sua vez, independentemente da exposição a estes fatores, 1 entre 10 registros ocorre em decorrência da pessoa ter herdado uma mutação genética e, em razão disso, tem maior predisposição para desenvolver a doença, inclusive em idade mais jovem.

96-Câncer intestino

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