
Na movimentação que vem fazendo, em visitas a muitas cidades do Estado, o ex-governador e ex-senador Roberto Requião faz suas tradicionais pregações de cunho populista. Mostra, também, já contar com alguns apoiadores de considerável importância, e pontos de apoio relevantes em muitas regiões do Estado.
O certo é que é que RR incomoda, pois ninguém desconhece a sua capacidade de lutar por seus alvos. E muitos de seus adversários mais temem ainda sua metralhadora giratória, a de um político que não tem limites para a crítica nem para vergastar o adversário.
REQUIÃO NA ESTRADA (2)
O certo é que, diante da realidade RR, o pessoal do marketing político de diversos partidos está fazendo um amplo levantamento do que Requião prometeu e do que realmente fez em seus governos. Uma das frestas da campanha de RR ficará por conta do nepotismo: ele abriu irrestritamente o governo ao emprego de irmãos e parentes em áreas diversas.
Uma exceção no caso do nepotismo foi a esposa de Requião, Maristela, que ocupou com competência a direção do MON, o museu de arte de importância nacional, que, curiosamente, foi concebido pelo e erguido por seu arquirrival, Jaime Lerner.

REQUIÃO NA ESTRADA (3)
O “pesado” Requião, por vezes mostra-se sensível a situações difíceis. Por exemplo, na morte de Lerner, ele manifestou pesar, parecendo ter superado o grande fosso que separou os dois líderes. E também ao abatido Beto Richa, RR destinou dias atrás palavras de apoio, citando-o como injustiçado, em face da prisão sofrida.
Seriam esses exemplos de uma conversão ao convívio pacífico com adversários?
A andar da carruagem, daqui pra frente, ajudará a entender se há uma nova roupagem do Requião sempre vestido para a guerra. Ou se tudo não passa de uma “licença poética” de pré-campanha…
