quinta-feira, 7 maio, 2026
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Paranaenses chegam ao fim do ano um pouco mais endividados

Cartões de crédito: maior parte das dívidas

Pesquisa da CNC e Fecomércio PR mostra que 92% das famílias possuem dívidas

 

Por outro lado, inadimplência vem caindo Os paranaenses chegam ao fim do ano um pouco mais endividados. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), 92% das famílias paranaenses possuíam algum tipo de dívida em novembro. É o maior percentual de famílias endividadas no mês de novembro de toda a série histórica e o mais alto desde agosto de 2013, quando chegou a 93,5%. No cenário nacional, o nível de endividamento do consumidor brasileiro vem crescendo gradativamente nos últimos 12 meses, chegando a 75,6% no mês passado.

Inadimplência

Apesar do endividamento em ritmo crescente, com a segunda alta consecutiva, a inadimplência vem caindo desde junho no Paraná. Os paranaenses com contas atrasadas foram 18,5% no mês passado e os que reconheciam não ter condições de quitar seus débitos eram 6,2%, uma queda de 42,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No Brasil, a redução das famílias sem condições de pagar suas dívidas foi de apenas 12,2% na variação anual. O Paraná registra o menor percentual de famílias com contas em atraso e de famílias que não terão condições de pagar as dívidas em atraso desde 2012. Essa melhora na solvência está relacionada à reestruturação e renegociação das dívidas.

O Relatório de Cidadania Financeira 2021 do Banco Central mostra que apesar do aumento do endividamento nos meses iniciais da pandemia, o recebimento do Auxílio Emergencial contribuiu para a diminuição da inadimplência entre os brasileiros que já usavam crédito, tendo em conta a duração do benefício e alterações na composição do crédito dos beneficiários, em especial aqueles de mais baixa renda que compõem o Cadastro Único.

A inflação e o aumento das taxas de juros também fazem com que os consumidores fiquem mais cautelosos e priorizem o pagamento das dívidas já contraídas. Em novembro, segundo a CNC, o tempo médio de atraso no pagamento das dívidas no Paraná foi de 63 dias, sendo que maior parte dos atrasos (44,2%) já era superior a 90 dias, configurando o denominador típico do indicador de inadimplência. As famílias com atraso no pagamento até 30 dias corresponderam a 23%, e com atraso entre 30 e 90 dias foram 32,8%.

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