quarta-feira, 22 julho, 2026
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OPINIÃO DOS OUTROS: É tempo de esclarecer

João Arruda

Por João Arruda (*)

Muitas vezes calar foi a melhor alternativa para questões delicadas – e muitas vezes foi o que aconteceu – agora, é tempo para esclarecimentos.

Estamos com o relógio da vida acelerando o tempo e é preciso saber exatamente para onde estamos indo.

A maneira como o governador do estado reage às circunstâncias é muito importante para nós paranaenses. Se ele escolhe boas explicações, podemos nos sentir mais firmes em nossas atitudes diárias. Vamos para o trabalho com menos ansiedade, por exemplo.

O Paranismo, que nos orgulha e que nos trouxe padrões altíssimos de qualidade em nossas políticas e negócios, está ameaçado por quem tenta explicar coisas difíceis com ideias que sequer fazem sentido para o presente, muito menos para as próximas décadas.

 

ELES NÃO ACREDITAM

Quando brasileiros entendem que intervenção militar ou Ato Institucional podem resolver problemas, é porque não acreditam no que foi a grande mobilização democrática, especialmente o Diretas Já de 1989. Mas isso não significa que faixas e crendices poderiam nos levar efetivamente a uma condição de autoritarismo. Temos de levar em conta que, até a chegada do AI-5, muitas etapas frustradas na recomposição dos poderes aconteceram.

 

MEROS PALANQUES

O que não posso deixar passar é que os presidentes do Executivo e do Legislativo estejam se digladiando bem na nossa frente, usando desculpas institucionais para fortalecer palanques eleitorais! O que estou dizendo é que estão usando temas realmente relevantes – como o aprimoramento da democracia e o equilíbrio dos Três Poderes – para hastear bandeiras partidárias, deixando de lado o que é verdadeiramente importante.

 

A MEU FAVOR…

No cenário de agora, é bom mencionar um texto já histórico que repete: “Quem não está contra mim está a meu favor”. Hoje, deixar de assinar um documento com os governadores não tem nada a ver com entrar ou sair de discussões – muito embora o que se espera de um político é que, no mínimo, saiba discutir política. Mas tem a ver com posicionar não só a máquina estatal como os contribuintes do Paraná sobre como estamos lidando com as diferentes crises que nos chegam.

 

UMA ROLETA

O Paraná será respeitado na medida em que defende seus princípios estabelecidos há muitos anos. Não se pode reinventar a roda – como se a roda fosse uma roleta de programa de auditório. No Paraná, levamos a sério direitos e deveres.

Daqui a cem anos estas manobras não serão lembradas. Serão lembradas, como legado, aquelas que gerem soluções e luz para uma população aflita.

(*) JOÃO ARRUDA foi deputado federal duas vezes pelo Paraná, e empresário

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