
Os acidentes de trânsito, sempre, foi, é e será preocupante, porque vidas são ceifadas, pessoas ficam com limitações, geram dores e sofrimentos a muitos. Os prejuízos são imensos em todos os aspectos, todos perdem, indivíduos, familiares e sociedade. O mais impressionante é que, apesar de todas as consequências decorrentes de acidentes, continuam a aumentar. Os condutores de veículos insistem em praticar ações colocando em risco a vida das pessoas conscientemente.
Tudo que é usado incorretamente torna-se uma ameaça, hoje, no trânsito nos deparamos com o celular. Sim, os aplicativos facilitam e muito a comunicação e até o desempenho laboral, mas, quando se está dirigindo faz do veículo uma arma e, sim, o motorista aciona o gatilho.
Segundo estudos realizados pela Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), o uso de celular enquanto se conduz veículo é a terceira maior causa de morte no trânsito no Brasil, atrás, apenas, do excesso de velocidade e embriaguez ao volante. 150 (cento e cinquenta) pessoas morrem diariamente, 54 mil óbitos ao ano, por motoristas desatentos usando celular. O estudo demonstrou que o celular diminui a atenção dos motoristas, mesmo no viva-voz, pois, o tempo de reação é maior quando estão interagindo pelo celular. Ainda, provou-se que a média de infrações de trânsito, que normalmente é 2,5 ocorrências por motorista, elevou-se para 4,75 quando falavam ao celular. Enquanto os acidentes passou de 0,5 para 1,5 ocorrência por motorista.
O uso do celular ao volante interfere, porque divide a atenção entre a via e o conteúdo. Outro aspecto é que aumenta o tempo de resposta relativo a obstáculos e/ou circunstâncias que exigem reação rápida. Um terceiro fator é o comprometimento da visão periférica, o motorista não percebe o que ocorre no seu entorno. Assombroso como os seres humanos, autodenominados racionais, comportam-se irracionalmente, pois é notório que o uso de celular ao dirigir, tira a atenção da via e expõe a incolumidade física dos indivíduos em perigo e ao risco de morte.
Será que só o tempo e a vida de alguns são preciosos a ponto de não poder parar o veículo, em local adequado, para verificar o celular ou esperar chegar ao destino para fazê-lo? Esses motoristas realmente acreditam que essa mensagem, vídeo ou telefonema é tão importante que suplanta o direito à vida e a integridade física de outrem?
Nossa sociedade precisa refletir sobre essa temática. O direito à vida é um valor tão superior, um bem tão valioso que, no Brasil, não existe pena de morte para criminosos, por mais hediondo e desprezível sejam seus crimes. Os acidentes, infelizmente, acontecem, o ser humano é falível, porém, não podemos aceitar que se agregue ao que já é falho, mecanismos que potencializem a falibilidade. Precisamos aprender a amar e a respeitar a vida alheia, mas, aqueles que não aprenderem devem ser responsabilizados. A lei precisa ser atualizada, inserindo o uso de celular e outros, pelos riscos serem notórios.
Abraços a todos(as) e que Deus os(as) abençoe!
Coronel Audilene
