
Por Eloi Zanetti, escritor, publicitário
O Hospital Pequeno Príncipe foi reconhecido pela revista norte-americana NewsWeek, como um dos melhores hospitais pediátricos do mundo, posto conquistado com base nas recomendações de mais de 40 mil especialistas de 20 países. Neste ranking ele ocupa a posição 112º e o quarto lugar dentre os hospitais brasileiros. Como hospital exclusivamente dedicado a pediatria está em primeiro lugar na América do Sul e o único a aparecer na lista dos 150 melhores hospitais pediátricos. Ocupa a 29º posição o ACCamargo em oncologia pediátrica; em 98º, o Sírio Libanês com a UTI/Neo e o Einstein em 102º em pediatria geral.
O título acima, frase do clássico francês O Pequeno Príncipe, de Saint-Exupéry, sintetiza o conceito em atendimento às causas de doenças infantis desde que o hospital foi fundado em 1919 em uma casa na rua Barão do Rio Branco com o nome de Instituto de Higiene Infantil e Escola de Puericultura que nasceu graças ao apoio da Cruz Vermelha e de um grupo feminino chamado Grêmio das Violetas. Desde o início, o hospital só evoluiu, tanto no atendimento quanto em área, especialidades, procedimentos e cirurgias inovadoras. É líder em pesquisas pediátricas na América Latina.
Sua história conta o desenvolvimento da pediatria em nosso país, causa incentivada pelos seus fundadores Dr. Raul Carneiro e Dr. César Perneta. Em tudo, uma forte presença feminina A Sra. Raquel Carneiro do Amaral assumiu a presidência em 1956 e, auxiliada por um grupo de voluntárias e médicos, fundou a Associação Hospitalar de Proteção à Infância Dr.
Raul Carneiro, base do desenvolvimento atual. Seguiram mais presenças femininas no comando, como a Sra. Rosita Macedo (1959), Yeda Alves Camargo (1962) e Ety Gonçalves Forte (1966) que sugeriu o nome Pequeno Príncipe (1971) a uma nova ala construída com projeto arquitetônico voltado especialmente ao atendimento infantil em um terreno anexo ao Hospital César Perneta. Ety Cristina Forte Carneiro (filha) assume o cargo de diretora executiva em 2009 e vem marcando sua administração com forte dinamismo ajudando com seus parceiros ao hospital ser merecedor de reconhecimento mundial na área.

Pelé entrou no jogo e criou-se a campanha Gols Pela Vida e um instituto de pesquisa modelo O Instituto de Pesquisa Pelé/Pequeno Príncipe desenvolve trabalhos científicos de alto nível voltados a aumentar o índice de cura de doenças complexas da infância e da adolescência. Uma das campanhas mais criativas para arrecadação de recursos para este fim foi a venda de medalhas que representam cada um dos gols marcados pelo craque durante a sua carreira – ao todo 1238 medalhas.
O Instituto realiza mais de uma centena de projetos de pesquisa, desenvolvidos em sete linhas, conta com dezenas de publicações científicas e já tem o seu primeiro registro de patente. O Centro de Pesquisa realizou duas grandes triagens genéticas em nascidos vivos, uma em 170 mil bebês e a outra em 150 mil. O objetivo foi o mapeamento de uma mutação genética indicativa de um tipo de câncer – o tumor de córtex adrenal. Desse total 1500 crianças apresentaram a mutação e a expectativa era de que 12 entre 20 pudessem desenvolver o câncer.
As famílias foram informadas dessa possibilidade, as crianças tiveram acompanhamento e as que começaram a desenvolver este tipo maligno foram atendidas no centro cirúrgico para remoção. A investigação também mostrou que algumas famílias tinham tendência para outros tipos de câncer e puderam ser ajudadas. O hospital lidera mundialmente junto a outros centros parceiros estes tipos de pesquisas.
A rosa era importante para mim porque eu me preocupava 24 horas por dia com ela Outra frase de Saint- Exupéry contempla uma tendência moderna do hospital: a era da medicina personalizada de precisão e a implantação de uma diretoria no Instituto de Medicina Translacional que busca levar as últimas novidades de tratamento da bancada de pesquisa para a beira do leito.
José Álvaro Carneiro, diretor corporativo do complexo, salienta que nos últimos 10 anos foram investidos mais de R$ 100 milhões no Centro Cirúrgico, no Laboratório Genômica, na Unidade de Transplante de Medula Óssea, na Telemedicina e na renovação do parque de equipamentos. “Outro cuidado constante é na qualificação crescente de nossa residência médica e no treinamento do pessoal do corpo clínico”.
