domingo, 10 maio, 2026
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Opinião de Valor: Responsabilidade e sobrevivência

Cel. Audilene Rosa de Paula Dias Rocha

Observando a chuva, estando em deslocamento como carona, pude visualizar em um pequeno trajeto, a enxurrada. Enquanto a chuva é algo tão maravilhoso, também, deixa evidente como desprezamos as precauções com a nossa sobrevivência. A negligência com o futuro faz com que façamos estruturas que impossibilite a absorção da água da chuva, por a tendência ser fazer o que é mais fácil e econômico, não o que é melhor para todos, a médio e longo prazo, afinal a drenagem tem seu custo. Simultaneamente, percebe-se garrafas, sacolas plásticas e outros objetos espalhados nesse percurso, claro que esse trajeto não é exceção. Sabemos que a limpeza é atribuição do município, mas, esse fato não isenta os habitantes e visitantes de suas responsabilidades. Então, se o ser humano conhece seus deveres, porque não os cumpre? Miseravelmente, o conjunto de elementos culturais do nosso país nos afasta do trabalho e do pensamento comunitário. Infelizmente, muitos acreditam se outro ente ou pessoa tem a atribuição de fazer, não precisam cooperar, fazer a sua parte, pelo contrário, pensam que podem onerar ainda mais aquele. Prevalece o pensamento escravagista, direito de explorar e abusar de outro ser humano, desqualificando-o. Bom lembrar que não estamos falando de cor, raça ou gênero, referindo-nos ao menosprezo de um ser humano para com o humano e suas atribuições. Não estou questionando o dever do ente estatal, apenas refletindo sobre a responsabilidade de todos, que muitos não assumem e traz graves prejuízos a toda a comunidade. Desperdício, erosões, lixo lançado em local inapropriado, haja vista existir um pacto para o seu tratamento, esgotos, não tratados, despejados em rios e mares, destruição de matas ciliares, pesca e caça predatórias e tantos atos insanos que degradam o meio ambiente e as pessoas. Até quando, nós, seres humanos, continuaremos a ter tais comportamentos? Quando, de fato, usarmos nossa racionalidade haverá a oportunidade de agirmos pensando na sobrevivência, não apenas de nossa geração, mas das gerações futuras e assumiremos nossas responsabilidades na sociedade. Necessitamos, urgentemente, mudar nossa cultura, nosso entendimento a respeito de nossa coparticipação na construção do hoje e do futuro, em todas as áreas.

Abraços a todos(as) e que Deus os(as) abençoe!

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