Por Antenor Demeterco Junior (*)

O bolchevismo foi ideia vigente na antiga URSS sob os governos criminosos de Lenine e Stalin.
Verdadeira máquina de moer carne ceifou a vida de milhões de pessoas: atentados, revolução, guerras, fomes, expurgos, campos de concentração, antissemitismo, fuzilamentos em massa, etc.
O seu criminoso maior (inicialmente aliado de Hitler) teve seus crimes denunciados no XX Congresso do Partido Comunista, e daí em diante o sanguinolento bolchevismo transformou-se num Estado burocrático degenerado (no dizer de Leon Trotsky, uma de suas vítimas) encaminhando – se para o seu fim.
AUTO EXTINGUIU-SE
Este tipo de arranjo sócio-político sobrevive ainda hoje em apenas duas atrasadas ruínas da “guerra fria” (Cuba e Coréia do Norte) pois o desfigurado comunismo da China está mais interessado na manutenção da ditadura do sistema que em outra coisa.
A instalação do bolchevismo na antiga Rússia aniversaria em cem anos, e toda uma literatura esclarecedora está surgindo.
O livro “O Túmulo de Lênin” de David Remnick mostra como o partido único transformou-se numa máfia, com corrupção de cima para baixo (p.242/243).
O pai do monstro, Vladimir Ilich Ulyanov (1870 – 1924), conhecido como Lenine, segundo consta, estava na folha de pagamento do militarismo prusso-alemão, e prestou bons serviços a este retirando a Rússia da Primeira Guerra Mundial (“in” “Ludendorff”, de D.J. Goodspeed, p. 230).
E com isto abandonou os Aliados à própria sorte.
O aniversário do bolchevismo, para a felicidade da Humanidade, é o de seu féretro.
É uma pena que toda uma bibliografia não possa ser acessada no Brasil por falta de traduções: “The History of the Gulag”, “The Bolsheviks come to Power”, “ On Stalin’s Team”, etc.
(*) ANTENOR DEMETERCO JUNIOR, Desembargador aposentado TJPR; pesquisador e estudioso da História do Século 20
