sexta-feira, 7 agosto, 2026
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OPINIÃO DE VALOR: O AMOR FICA

Por Vinícius Sgarbe

Quando São Paulo escreve sobre fé, esperança e amor, descreve-os como eternos, além da condição terrena, carnal, depois da matéria. Esses atributos, se é que os posso chamar assim, são um conselho para estes dias. Agora há pouco, Cassiana e eu refletíamos sobre o mundo ser outro.

A pandemia é um roçado em nossas costas, uma ferida aberta que terá a cicatriz observável a partir da lua. Estamos machucados, é verdade, com angústias e preocupações insolúveis. A política não nos salvará, tampouco a medicina ou a psicologia. A comunicação tampouco.

Estamos de luto, sob um denso véu de insegurança. Morreu tio Aroldo, professor Cleverson, até mesmo um deputado com plano de saúde morreu. Morreram recordes diários de mortes, acabaram as vagas no purgatório da vida humana. Estamos expatriados.

Quando eu tinha 17 anos, um senhorzinho advogado me disse: “sabe qual a vantagem de estar desiludido? Não estar iludido”. O amor, meus irmãos, o amor é o que nos resta. Você medita? Então medite. Você reza? Então reze. Você bate tambor? Então bata. Vamos insistir com o Criador.

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