
É de conhecimento público que as mulheres continuam sendo vítimas de violência doméstica e familiar. Nesse processo, as mulheres e suas proles, além do sofrimento físico e psicológico são, também, as que mais sofrem revezes financeiros. Primeiro, porque precisam, na maioria das vezes, sair do lar, isso quando não precisam fugir para salvar suas vidas e de seus filhos. Segundo, precisam de reinserção no mercado de trabalho ou mudar de emprego devido à perseguição e ameaças de morte. Arcam com todos os prejuízos em todos os aspectos.
Apesar do avanço legislativo, na prática, ainda há muito para se fazer, no entanto, observamos alguns esforços para avançar no que diz respeito a esse desafio. Municípios, no Paraná e outros Estados, têm editado leis objetivando resguardar direitos dessas mulheres e de seus filhos à subsistência com acesso ao mercado de trabalho, por criação de banco de empregos e a prioridade para a mulher vítima de violência doméstica e familiar na aquisição de imóveis nos programas habitacionais. São passos importantes na construção das políticas públicas para esse público que, constantemente, tem seus direitos violados.
A expectativa é que outros gestores reproduzam as boas práticas e acrescentem outras, como, por exemplo, em licitações que serão utilizados recursos humanos, estabelecer, nos editais, a exigência de empregabilidade de um percentual de munícipes e, dentre este, um quantitativo destinado a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Existem muitas áreas para inserção dessas mulheres e contribuirá para preservar suas vidas e de seus filhos, dar-lhes dignidade e proporcionar qualidade de vida.
Abraços a todos(as) e que Deus os(as) abençoe!
Coronel Audilene
