Livro do jornalista Jorge Bernardi,, da Urbi et Orbi, está à venda pela Amazon. Foi escrito no auge da pandemia, “como um sopro”.
O Pantopolista, a vida em múltiplas dimensões”, do jornalista Jorge Bernardi (www.amazon.com.br) surge numa época de extrema dificuldade para toda a humanidade, quando a pandemia do coronavirus atinge instantaneamente em todo planeta. Ela ocorre num tempo em que algumas nações são governadas por líderes autoritários, populistas ou negacionistas.
O livro é uma fábula positiva destes momentos difíceis. Foi escrito como num sopro, durante nove semanas, no auge da pandemia. Os conceitos e as ideias nele expostos compõe o arsenal psicológico do autor construído durante toda sua vida. Cada capítulo é um conto, mas que se conecta com toda a obra.
Muito além da descoberta do ser espiritual que habita todo ser humano, a obra aborda temas como o transumanismo, as viagens espaciais, que retornam ao debate nestes primórdios do século 21; resgata modelos políticos e econômicos propostos no século 19, como a sociocracia, o cooperativismo, e tema atuais como o consenso progressivo.
De forma leve, porém profunda, no Pantopolista são debatidos, entre os personagens, questões relacionadas a física quântica, teoria das cordas, viagens no hiperespaço, a colonização de outros mundos no sistema solar. Aborda a questão do desenvolvimento de civilizações no universo de acordo com a Escala de Kardaschev.

PANO DE FUNDO
Mas o pano de fundo, o que está em discussão é a jornada do ser humano na descoberta de si mesmo, na busca de respostas a eternas perguntas que instigam a humanidade o tempo todo: quem sou eu? De onde vim e para onde vou? O que estou aqui fazendo? E a explicação que se tem é de que se vive uma realidade espiritual, que há mundos paralelos que, talvez no futuro, a teoria quântica possa explicar, inclusive o universo angelical.
Em cada capítulo, em cada pequena história, o autor procura colocar um ensinamento prático que pode servir de inspiração para o dia a dia do leitor. A postura estoica do protagonista dá uma harmonia a obra. A proposta utópica de uma civilização Pantopolista é também o desafio à reflexão sobre o destino que espera a humanidade como a espécie biológica que domina o planeta.
O livro resgata princípios de tradições religiosas como a judaico-cristã, do islamismo, budismo e o hinduísmo, sem proselitismo e, da mesma forma, provérbios populares são incorporados no diálogo dos personagens.
TEMPO DE INDAGAÇÕES
Enfim, o Pantopolista é uma obra que surge num momento em que muitas questões relacionadas a vida humana estão em debate, em que valores sociais são questionados. Temas como a solidariedade, a compaixão, a sustentabilidade enfrentam uma luta sem tréguas, entre o futuro evolutivo da sociedade humana, e o atraso e a ignorância que vigorou nos últimos séculos.
A disputa está entre a evolução científica, a tecnologia com valores éticos e a superstição, a ganância predatória, que ainda persevera no inconsciente coletivo de parcela da humanidade. O objetivo de O Pantopolista é levar o leitor a reflexão sobre sua condição humana e planetária.
Vale a pena conferir (Editora Urbi et Orbi, 174 pg.
R$ 14,90 digital, disponível na www.amazon.com.br).
(AMJH).
