Assessoria – Empreendimentos residenciais começam a incorporar soluções capazes de contribuir para a segurança das ruas e da vizinhança, acompanhando uma tendência de integração entre iniciativa privada e poder público na construção de cidades mais inteligentes.
Em Curitiba, esse movimento ganha força com a expansão de programas de videomonitoramento como o Conecta Muralha Curitiba, iniciativa que permite integrar câmeras de condomínios e empresas ao sistema municipal. O objetivo é ampliar a capacidade de prevenção e apoiar as investigações por meio do compartilhamento de imagens.
Inserido nesse contexto, o empreendimento Sonatta, na Vila Izabel, possui duas câmeras inteligentes de monitoramento no plantão de vendas, oferecendo uma solução que fortalece a segurança da região e está disponível para toda a comunidade. O projeto prevê a ampliação gradual da cobertura de monitoramento em todo o perímetro do terreno.
“Queremos entregar um empreendimento que deixe um legado positivo para o bairro. A segurança é uma demanda crescente nas grandes cidades e entendemos que podemos contribuir com soluções que beneficiem não apenas nossos clientes, mas todos que vivem e circulam pela região”, afirma Bianca Gabardo, gerente de produto da ATR Incorporadora.
A iniciativa surgiu após pesquisas de mercado e a observação de experiências bem-sucedidas em outros empreendimentos da cidade, como o Edifício Arandá, que já conta com a tecnologia da CoSecurity instalada.
Tecnologia como aliada da comunidade
O sistema de monitoramento utiliza inteligência artificial para auxiliar na identificação de ocorrências e integra uma rede colaborativa de monitoramento. Quanto maior o número de equipamentos conectados, maior a cobertura da região e mais eficiente se torna o apoio às forças de segurança.
Os equipamentos também contam com um QR Code que pode ser utilizado por qualquer cidadão para registrar ocorrências, como acidentes de trânsito, furtos ou situações suspeitas. O atendimento é realizado por uma Central de Providências disponível 24 horas por dia. As imagens ficam armazenadas em nuvem por sete dias e são disponibilizadas exclusivamente ao síndico e às autoridades competentes quando solicitadas para investigações.
Segundo Ricardo Ferrante, Head Comercial em Expansão de Mercado da CoSecurity , empresa responsável pelo monitoramento do Sonatta e Arandá, cada nova instalação amplia a capacidade de monitoramento da cidade. ” O diferencial está na capilaridade da rede, hoje com 12.500 câmeras instaladas em três estados: SP, RJ e PR. Cada equipamento fortalece todo o sistema e amplia a proteção da região, criando um modelo de segurança baseado na colaboração entre moradores, empresas e poder público.”
Hoje a empresa possui cerca de 400 câmeras instaladas em Curitiba e integradas ao programa Conecta Muralha Digital de Curitiba, distribuídas por praticamente todas as regiões da cidade, Campo Comprido, Batel, Bigorrilho, Centro, Vila Izabel e Ahú, Alto da XV….
O avanço desse modelo já pode ser observado em São Paulo, onde a segurança colaborativa está mais consolidada. São mais de 4 mil condomínios conectados à rede de monitoramento integrada ao programa Smart Sampa. Segundo a empresa, na região da Rua 25 de Março, uma das áreas comerciais mais movimentadas da capital paulista, a instalação de cerca de 30 equipamentos inteligentes contribuiu para uma redução de aproximadamente 60% nos índices de criminalidade.
Em Curitiba, a rede está em expansão e conta com cerca de 170 condomínios com câmeras instaladas olhando o perímetro, a expectativa é ampliar a cultura da segurança colaborativa à medida que mais condomínios, empresas e empreendimentos imobiliários aderirem ao modelo.
Nesse contexto, as incorporadoras deixam de ser apenas responsáveis pela construção de edifícios e passam a atuar como agentes da transformação urbana, contribuindo para bairros mais conectados, inteligentes e seguros para toda a população.
Novo papel para o mercado imobiliário
Além da tecnologia, a iniciativa reflete uma mudança na forma como as incorporadoras enxergam sua relação com os bairros onde atuam.
Historicamente, obras podem gerar impactos temporários para a vizinhança, como aumento do tráfego, ruído ou sujeira. Em contrapartida, cresce o entendimento de que os empreendimentos também devem deixar um legado positivo para a região. No caso do Sonatta, a incorporadora mantém canais permanentes de diálogo com os moradores durante a obra e aposta em soluções urbanas capazes de melhorar a experiência de quem vive no entorno.
O projeto também considera elementos como iluminação, paisagismo e monitoramento como parte de uma estratégia para aumentar a sensação de segurança nas ruas, reforçando o conceito de “olhos para a cidade”, em que a presença de pessoas e de tecnologias contribui para tornar os espaços públicos mais seguros.
