terça-feira, 28 abril, 2026
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Repercutindo: O amor de Greca pela grande família do transporte público

Foto: Wagner Araújo/Divulgação TCE-PR

O alcaide Rafael Valdomiro Greca de Macedo tem uma predileção ajudar e tratar bem grande família do transporte público. A todo tempo, a qualquer situação ou por pura amizade, ele sai para socorrer um setor que sempre alega prejuízo e sempre pede aportes concedidos graciosamente pela prefeitura. Dessa vez, serão R$174 milhões, com a justificativa que as isenções geram prejuízos. Na pandemia da Covid, o repasse superou R$200 milhões.

O alcaide bom de papo, sempre tem uma justificativa. Não importa que tenha dado enorme aumento das tarifas, deixando a passagem em R$5,50 – a maior entre as capitais brasileiras. O que é prioritário para Greca é dar segurança a uma família que vive há décadas explorando o transporte público e usufruindo dos repasses do tesouro municipal.

RASAS JUSTIFICATIVAS

No documento enviado para a Câmara Municipal, o prefeito justifica o repasse de R$ 174 milhões ponto a culpa na tarifa social. O texto diz que servirá para “atender despesas com a equalização da diferença entre a tarifa social de R$5,50 e a tarifa técnica de R$6,3694, no exercício de 2022.” Mas a pergunta que fica é: quando subiu a passagem de R$4,50 para R$5,50 não havia feito essa conta?

Na justificativa, a Prefeitura de Curitiba informa que R$132,4 milhões são para a compensação da tarifa e R$ 41,6 milhões para outras despesas do transporte coletivo.

Há duas divisões do valor total do projeto de lei, uma vez que no descritivo técnico aparece a previsão de R$1,25 milhão em material de consumo, R$9,15 milhões em contratação de terceirizada para “serviços de tecnologia da informação e telefonia” e R$163,7 milhões em serviços de pessoa jurídica.

Ogeny Maia. Foto: Cesar Brustolin/SMCS

SEMPRE PREJUÍZOS

A Urbs, coordenada por Ogeny Maia, sempre defendeu as empresas do transporte público. Elas alegam que tudo aumentou e que há prejuízos (mas não largam o osso de jeito nenhum). As empresas mostram na planilha que o custo de manutenção aumentou. O irônico é que as empresas que fazem a manutenção dos ônibus pertencem aos proprietários do transporte público…

Greca usa esses argumentos para mudar o contrato, como fez no período da pandemia. A lógica de ônibus criada pela turma de Jaime Lerner vem sendo desmontada. A Urbs já autorizou a ter ônibus de uma cor só que atendam linhas normais e os Alimentadores. Também houve retirada de itens de segurança no padrão Curitiba, considerado o melhor padrão de segurança nos ônibus.

A mesma Urbs já diminuiu o tamanho dos ônibus. Mudou a forma de cobrança pelo quilômetro rodado e agora deve começar a liberar a demissão e cobradores, com a implantação de novas tecnologias de pagamento.

Luiz Fernando Jamur

PROJETO SERÁ APROVADO

Greca vai conseguir passar tranquilamente o projeto. A Câmara não tem feito oposição. São poucos vereadores que defendem o interesse da população. Esses Não conseguem barra o trator da Prefeitura, comandado pelo secretário de Governo, Luiz Fernando Jamur.

Enquanto cidades no Paraná isentam a população do custo da passagem, dando de graça ou reduzindo valores, Curitiba vai na contramão. Aumento o custo da passagem paga na catraca e embute nos impostos municipais o auxílio para ajudar os donos de transporte. Aqui não se mexe na grande família do transporte. Aqui se prefere tomar café com o líder desse setor no Graciosa Country Club e ficar bem, sendo amigo de quem tem poder maior que o prefeito.

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