domingo, 28 junho, 2026
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NEYMAR FOI CAÇADO OU SE DEIXOU CAÇAR?

Neymar: uma das dez faltas...
Neymar: uma das dez faltas…

É a pergunta que fica e que, por razões que a própria razão desconhece, foi colocada à margem no sem-número de debates pós-jogo Brasil x Suíça – empate em 1 a 1. Neymar sofreu 10 faltas durante o jogo e saiu mancando.

A última vez que um jogador foi tão caçado em uma partida, informa a Folha de S. Paulo, ocorreu na Copa do Mundo de 1998, na França, quando o inglês Alan Shearer sofreu 11 faltas. Cabe o replay da pergunta: Neymar foi caçado ou se deixou caçar? As jogadas (ou antijogadas) do atacante brasileiro antes e depois do gol de Philippe Coutinho, abrindo o placar, sugerem que ele se deixou caçar. Era preciso mesmo a paradinha de toureador diante do adversário, os dribles plásticos e as jogadas individuais com pretensões de desafiar aquela lei da física que reza que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço?

 

O PÃO E A BOLA

A cada partida, machucado ou não, vindo de lesão ou não, Neymar parece perder o cetro e a coroa que lhe deram no começo de carreira, quando parecia querer dividir o pão e a bola e deixar o circo para hora propícia (um combinado ‘casados x solteiros’, por exemplo). Juca Kfouri foi quem mais tentou apimentar o debate, simplesmente “esquecendo” de Neymar em seus comentários. Falou do brilhantismo de Philippe Coutinho, de Gabriel Jesus, de William, de Paulinho, mas só nos primeiros 20 minutos. No limite do chute de fora da área que resultou no gol brasileiro.

CHATOTORIX

Se há alguma vantagem a olhos vistos nas redes sociais é ter alçado à condição de cronista esportivo o corneteiro de plantão. Ao menos não parece comprometido com aquela finesse sensaborona do repórter, do comentarista, do narrador, preocupados com o que possam dizer deles no twitter e no facebook em tempo real. A exceção sempre é Galvão Bueno, agora o único narrador da TV aberta. Culpou o juiz, o juiz de TV, o juiz de linha, o juízo final pelo empate brasileiro. Ele continua o mesmo. O mesmo chato.

P.S. 1: O Brasil jogou em Rostov. Parem com essa bobagem chula, ó maledicentes, de dizer que a partida foi em Roskov.

P.S. 2: Fãs de Dalton Trevisan – 93 anos completados na última quinta-feira (14) – juram que entre o terceiro quirodáctilo citado amiúde nos contos do escritor curitibano e a fratura no quinto metatarso do pé direito de Neymar, preferem o primeiro.

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