sexta-feira, 26 junho, 2026
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NÃO ADIANTA TEIMAR: BETO É CANDIDATO AO SENADO

Beto Richa: Senado é único alvo; Alvaro Dias: ficou no Governo; Fábio Campana: registrou um momento único
Beto Richa: Senado é único alvo; Alvaro Dias: ficou no Governo; Fábio Campana: registrou um momento único

Se quiser ser candidato ao Senado, o governador Beto Richa (PSDB) tem até o dia 7 de abril para renunciar a seu cargo, e transmiti-lo à vice-governadora, Cida Borghetti. É o prazo-limite determinado pela legislação eleitoral. Não há outro caminho à vista para Richa, ainda que certos colunistas políticos e analistas insistam em pintar desenhos alternativos.

Assim, repito, mais uma vez: o alvo de Beto Richa é o Senado.

FOI “BIRRA”

O único caso recente, ou não tão recente assim, de governador que cumpriu seu mandato até o fim, dispensando a possibilidade de concorrer a outro cargo, foi o de Alvaro Dias, em 1990. Ele diz que foi altruísmo, mas onde se lê altruísmo leia-se “birra”. Na bronca com Ary Queiroz, o vice, que acenava com a demissão de seu irmão, Osmar Dias, da Secretaria de Agricultura do estado, ele embatucou. Foi a única vez em que isso ocorreu no período pós-redemocratização, ao menos no Paraná.

JOÃO ELÍSIO, O GARBOSO

Antes, o pai de Beto Richa, José Richa, abriu mão do restinho do ano de 1986 para eleger-se Senador da República. Nos idos de maio (a desincompatibilização ocorria mais tarde) pegou o boné e foi por aí, deixando a vaga para João Elísio Ferraz de Campos, com aquele garbo que Deus lhe deu.

SORRISO MAROTO

Em evento recente de que participaram também o ministro Ricardo Barros (Saúde) e o deputado federal Alex Canziani (PTB), Beto Richa sorriu marotamente ao ser mencionado como futuro candidato ao Senado por Barros.

É constrangedor que ele alimente boatos que dizem o contrário. Mas deve ter lá suas razões, entre elas a fogueira das vaidades e a briga por cargos. Sempre com golpes abaixo da cintura.

Tenho que registrar: foi Fábio Campana, em seu blog e na coluna no Diário Indústria & Comércio, quem registrou solitariamente o fato, em nossas plagas, ao que me consta DE ORELHA A ORELHA, Richa é candidato ao Senado de modo inarredável por razão bem simples: o irmão Pepe Richa, e o filho, Marcello Richa, já estão com a banda de pífanos nas ruas. De modo discreto, porque trata-se de pré-candidatura, porém postulantes acima de qualquer dúvida razoável. Ambos pleiteiam uma vaga na Câmara Federal, com potencial para fazer sorrir a família Richa em outubro. De orelha a orelha.

SINAIS ÓBVIOS

Se Beto Richa permanecer no governo, a candidatura dos familiares estará inviabilizada, porque a legislação veda tal possibilidade. Os sinais, portanto, são óbvios: Richa disputa o Senado, com amplas chances de vitória, e Cida Borghetti assume o comando do Palácio Iguaçu pronta a vitaminar sua reeleição. Qualquer outra possibilidade está descartada.

Porque não há.

Na verdade, eu nunca duvidei da desincompatibilização do governador e que Cida Borghetti irá sucedê-lo. Quem me acompanha sabe quão insistente tenho sido nesse ponto de vista.

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