
(Da revista Crusoé)
Renato Bolsonaro, irmão do presidente Jair Bolsonaro, está em campanha para que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, dispute o governo de São Paulo em 2022. Em eventos públicos do qual participa e nas redes sociais, Renato tem pregado que Tarcísio seria a “única” solução para resolver os problemas do estado. “São Paulo precisa voltar a ser grandioso.
O ministro da infraestrutura, Tarcísio, é a realidade para o nosso estado ser governado com seriedade”, escreveu o irmão do presidente em uma rede social em 13 de julho. Dias depois, ele voltou a afirmar que Tarcísio “é o governador que São Paulo precisa”. “Queremos ministro Tarcísio Governador de SP 2022”, defendeu, ao compartilhar uma postagem do ministro sobre um leilão para concessão de rodovias.
2 – Funcionária da Saúde sugere multa à Precisa.
A servidora Regina Célia de Oliveira, fiscal do contrato assinado entre o Ministério da Saúde e a Precisa Medicamentos para a compra de 20 milhões de doses da Covaxin, quer que a empresa seja multada em 16 milhões de reais pelo descumprimento do acordo. O valor corresponde a 1% do valor total da compra – de 1,6 bilhão de reais – e está previsto no termo de referência do contrato.
Nomeada por Ricardo Barros para a função de fiscal de contratos no Ministério da Saúde, quando o deputado ainda era ministro da pasta, Regina Célia sugere, além da multa, que o governo suspenda a permissão da Precisa Medicamentos para participar de licitações e contratos públicos pelo prazo de cinco anos.
As recomendações constam de um despacho assinado pela funcionária no dia 16 de julho, dez dias após seu depoimento à CPI da Covid. O documento foi obtido por Crusoé. Dez dias depois do encaminhamento das sugestões, o diretor do Departamento de Logística em Saúde, Ridauto Lúcio Fernandes, comunicou a Precisa Medicamentos sobre a rescisão do contrato para a compra da Covaxin e avisou que haveria “sanções administrativas”.
3 – As emendas ao substituto do Bolsa Família.
A medida provisória que cria o programa Auxílio Brasil, o substituto eleitoreiro de Jair Bolsonaro para o Bolsa Família, já recebeu mais de 400 emendas no Congresso, a maioria com a definição de valores para o benefício. A MP do governo não prevê qual será o montante do auxílio, mas Bolsonaro afirma que haverá um aumento de, no mínimo, 50% nos valores atuais do Bolsa Família. Pela estimativa do presidente, o repasse às famílias inscritas poderia chegar a 300 reais. Diante do vácuo na medida provisória do Executivo, porém, parlamentares apresentaram emendas estipulando valores — aliás, bem acima do estimado por Bolsonaro. Há propostas que fixam uma das modalidades do auxílio em até 1,2 mil reais, quatro vezes acima do que seria o valor que o governo pretende pagar.
