Auxiliares de Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto veem uma articulação de integrantes do “establishment” para o Tribunal Superior Eleitoral cassar a chapa na qual ele foi eleito em 2018 e o Congresso Nacional convocar eleições indiretas para escolha do sucessor. Na avaliação desses aliados, a “jogada” só será concretizada em 2021, a partir de quando uma eventual cassação de Bolsonaro e o do vice-presidente Hamilton Mourão resultaria em eleições indiretas, ou seja, seus substitutos seriam escolhidos pelos deputados federais e senadores.
O “PLANO MORO” ATRAPALHA O “PLANO JAIR”
O Palácio do Planalto trabalha nos bastidores para tentar trazer o Podemos para a base aliada do governo no Congresso Nacional. As tratativas são conduzidas pelo ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, que ofereceu cargos no segundo e terceiro escalões a parlamentares do partido. Nos bastidores, porém, parlamentares do Podemos dizem acreditar que uma eventual adesão da sigla ao governo Bolsonaro atrapalharia os planos do partido de atrair o ex-ministro Sergio Moro, que tem feito um contraponto ao presidente da República depois que deixou o governo.
O MP ESTÁ PREOCUPADO
Augusto Haras
O procurador-geral da República, Augusto Aras, e o presidente do Conselho Nacional de procuradores-gerais do Ministério Público dos Estados, Fabiano Dallazen, declararam neste domingo, 31, que a estabilidade nacional “depende do respeito à Constituição Federal por todos, especialmente pelos Poderes constituídos”. Os dois afirmaram que “o Ministério Público brasileiro está preocupado” com a situação do Brasil e “cumprirá com os seus deveres constitucionais na salvaguarda da ordem jurídica que sustenta as instituições do país”.