
Usuários que circulam no sentido horário da linha Circular Centro, desde o início do mês podem experimentar o conforto de um mini ônibus com motorização 100% elétrica, que atende a linha em companhia de outros três micros, mais antigos e movidos a diesel. A nova unidade atende o trecho em caráter experimental durante um mês. É encarroçada pela Volare, de Caxias do Sul, vinculada a outra encarroçadora local, a Marcopolo, e com motorização da chinesa BYD. O Volare Access-e não emite poluentes e é a primeira unidade desenvolvida no Brasil, com piso baixo, motor traseiro e suspensão pneumática.
TECNOLOGIA DE PONTA
Primeiro micro do gênero a rodar em Curitiba, tem 9m de comprimento, 3,3m de altura, 2,4m de largura, e piso baixo, que facilita embarques e desembarques dos até 37 passageiros – 22 sentados e 15 em pé. A autonomia é de 250 quilômetros. Para otimizar a utilização energética, o ônibus conta ainda com sistema de regeneração da energia da frenagem.
ROTEIRO TRADICIONAL
A Linha Circular Centro foi criada em setembro de 1981 (por Jaime Lerner), e é servida nos sentidos horário e anti-horário por microônibus que, em tese, contornam a área central da cidade. O objetivo é agilizar os deslocamentos de quem vai a extremos opostos, perto do centro, com paradas em pontos estratégicos, próximos a pontos comerciais e de serviços. A linha funciona de segunda-feira a sábado. A tarifa, de R$ 3,00, é inferior à de R$ 4,25, vigente nas demais linhas. Os microônibus movidos a diesel continuam circulando, mas a unidade movida a eletricidade é a prova de que, no médio prazo, essa modalidade de motorização poderá ganhar mais e mais espaço no sistema de transporte dos grandes centros urbanos.
MOBILIDADE
Muito antes de Mobilidade ser o tema do momento, a preocupação com a redução da frota de veículos na área central, a introdução dos microônibus trouxe, há 37 anos, o moderno conceito de não congestionar as ruas, mas permitir o deslocamento de pessoas rápida e facilmente em trajetos que contornam o miolo urbano, onde, desde 1972, os calçadões – pioneiros no país – foram propositalmente implantados para priorizar o Homem enquanto elemento principal das ocupações urbanas, em detrimento dos veículos.
(Mensagem 2 de 1590)
