quarta-feira, 8 julho, 2026
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LUZ DE LED PODE CURAR DORES CRÔNICAS, APONTA USP

Testes com pacientes, em colaboração com o Hospital das Clínicas da USP, têm se mostrado promissores.

Pesquisadora Marucia Chacur, da USP

Pesquisadores do Laboratório de Neuroanatomia Funcional da Dor, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), se dedicam a estudar novas terapias não farmacológicas – isto é, sem medicamentos – para o tratamento de dores crônicas.

FOTOBIOMODULAÇÃO

Uma dessas terapias é a fotobiomodulação, que consiste em tratar a dor utilizando luzes LED ou laser. Atualmente, de acordo com a professora Marucia Chacur, responsável pelo laboratório, o grupo realiza testes com LED em pacientes com osteoartrite no joelho, em parceria com o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

EM DEZ SESSÕES

Os testes ocorrem em dez sessões, duas vezes por semana. A especialista explica que a ideia não é substituir os medicamentos, e sim trabalhar em conjunto para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Segundo ela, o estudo tem apontado resultados positivos. “Utilizando a escala de dor EVA, pacientes que antes tinham uma dor 8 ou 9, relatam uma diminuição para 5 ou 4. Pessoas que antes não conseguiam realizar atividades normais do dia a dia, como subir escadas ou vestir uma roupa, acabam conseguindo fazer mais coisas e já ficam felizes por isso”.

MAIOR COMPRIMENTO

Diferente das luzes utilizadas em procedimentos estéticos, que atingem uma região mais superficial, o equipamento utilizado no tratamento é configurado para emitir uma luz de maior comprimento, que penetra nas diferentes camadas da pele.

NA MITOCÔNDRIA

Em relação aos benefícios da luz, sabe-se que ela age diretamente na mitocôndria, aumentando a quantidade de energia (ATP) nas células. No entanto, pessoas diferentes podem captar uma quantidade diferente de energia – e a quantidade necessária também depende do tipo de dor.

“Dependendo da cor da pele ou da massa corporal, a quantidade de energia absorvida varia e, consequentemente, pode ser necessário utilizar diferentes comprimentos de onda [de luz]”, explica.

OSTEOARTRITE

A pesquisadora Marucia Chacur destaca que o laboratório ainda está recebendo pacientes para o estudo de osteoartrite de joelho. Os interessados podem entrar em contato pelo telefone: (11) 3091-8452.

Instituto de Ciências Biomédicas da USP
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