quinta-feira, 23 abril, 2026
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Juca: foi-se um homem ímpar

Juca Zokner
Juca Zokner

Não é fácil noticiar a partida definitiva de Juca Zokner, poeta, homem de espírito, defensor do meio ambiente, pacifista, cidadão do mundo e dono de todas as qualidades positivas que se pode desejar de um ser humano.

Pois ele morreu na tarde de sexta, 11, em Curitiba, depois de uma vida fértil de inquieto criador, rebelde diante de uma sociedade consumista, belicosa e divisora do homem e da mulher atuais.

A obra desse engenheiro, velho amigo, a quem conheci nos anos 1970, ele editando publicações de conteúdo cultural – como uma da Aliança Francesa -, está aí para ser avaliada; um de seus livros, “150 sonetos & 1 sonetão”, de 2013, expõe toda a sensibilidade e espírito crítico de José (Juca) Zokner. O livro ele dedicou “para meus gurus – in memoriam: Milôr Fernandes, Mário Benedetti e Mário Quintana”. E para a família: Valdirene, Miriam, Giovanna, Gabriel e Davi.

FOI-SE UM HOMEM (2)

O “Poemão” denominado “Tá na hora de perder a paciência”, que aparece em “150 sonetos & um sonetão” é uma amostra do espírito inquieto e crítico que habitava aquele corpo a lembrar, com suas longas barba e o olhar investigador, um profeta bíblico:

Perdura uma grave pendência

E isso não é maledicência.

Queremos saber se há solvência

Na Saúde, sempre sem assistência

Juca foi velado no sábado na Capela Vaticano e depois seu corpo foi cremado. Era casado com Cecília Teixeira de Oliveira Zokner.

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