quarta-feira, 1 julho, 2026
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João Almino é o novo embaixador do Brasil no Equador

Bia Wouk lembra: “Quito é a cidade colonial mais bem preservada das Américas”

João Almino e Bia: nova missão
João Almino e Bia: nova missão

A inteligência e a sensibilidade de um dos melhores quadros (e mais discretos) do Itamaraty) já estão a serviço do Brasil na Embaixada do Equador com o embaixador João Almino (de Souza Filho).

João e Bia Wouk – a pintora paranaense que escreveu capítulos importantes na história de nossas artes plásticas, anos 70 – deverão cumprir os próximos anos em Quito, ele como representante do Brasil no país de ricas e únicas tonalidades.

Bia, encantada com o novo universo de que passa a desfrutar, está deslumbrada, tanto pela importância que a UNESCO confere à cidade de Quito – patrimônio da humanidade – como não se cansa de contemplar as preciosidades barrocas das igrejas do Equador.

A alma artística de Bia Wouk – e conhecida por sua profundidade crítica – é também fiel repórter de outras marcas equatorianas, com sua floresta amazônica, o cacau de qualidade internacional…

DAS ILHAS GÁLAPAGOS

Na mensagem, Bia registra ainda:

“De Galápagos às cidades coloniais, dos vulcões (sobre os quais João Cabral de Melo Neto – que foi Embaixador aqui – escreveu poemas) à floresta amazônica, do chocolate às rosas mais belas no mundo, este pequeno país oferece descobertas surpreendentes.”

MAIS BEM PRESERVADA

Bia lembra – é lembrança necessária, pois nem sempre valorizamos nossa vizinhança – que Quito é a cidade colonial mais preservada das Américas, e a Igreja de São Francisco (vide fotos) um espetáculo à parte de que não se cansa de observar.

Num ‘PS’ oportuno, Bia me agradece:” “que bonitos os móveis do Jaime! Queria ter uma casa minimalista para ter uma chaise longue dele… merci pelo artigo! Repassei para a Letícia (a filha, arquiteta) que com certeza vai apreciar”.

GRANDES ROTEIROS

João Almino escritor, imortal da Academia Brasileira de Letras, romancista sobre cuja obra tenho abordado, é não apenas um dos exponenciais do Itamaraty.

Acho-o alguém que foi sempre recompensado e reconhecido pelo preparo intelectual. Assim, foi diretor do Instituto Rio Branco, que forma os quadros para a “carrière”, o que por si só denota sua relevância nos quadros diplomáticos.

Na verdade, ao longo dos anos como diplomata ele serviu sempre em postos de primeiro nível, em países de grande importância: San Francisco, Miami e Chicago, nos Estados Unidos; Lisboa; Paris; Madri.

Isso tudo depois de ter sido provado – junto com Bia – nos anos muito difíceis dos 1980, servindo em Beirute.

ESTADO DE GUERRA

Foram dias em que capital libanesa vivia sob bombardeios e em estado de guerra, com facções locais se defrontando.

Líbano pode ter sido o “passaporte” de João para uma diferenciada carreira diplomática que, por último, o colocou na direção da Agência Brasileira de Cooperação, o mais expressivo braço do MRE na materialização de cooperação técnica com os países com os quais o Brasil se relaciona.

O barroco da Igreja de São Francisco, em Quito
O barroco da Igreja de São Francisco, em Quito
A Igreja de São Francisco, em Quito
A Igreja de São Francisco, em Quito
Vista geral de Quito histórica
Vista de Quito histórica tendo ao fundo a torre da Catedral do Voto Nacional
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