
A entrevista dada por Ricardo Barros, o novo ministro da Saúde, na sexta-feira, 13, reprisada pela TV do governo, a NBR na noite de domingo, 15, mostrou o paranaense muito à vontade ao ser sabatinado pelos jornalistas.
Ninguém o apertou ou o encurralou. Nos momentos que poderiam ser mais complicados, como sobre a recriação da CPMF e ou as indagações sobre a manutenção ou não de cargos no Ministério da Saúde, Barros foi objetivo: os assuntos que envolvem questões financeiras de Governo só podem ser respondidos pelos ministros da área, Fazenda e Planejamento.
Pode-se mesmo dizer que Ricardo estava muito simpático na coletiva, o que não é exatamente seu forte.
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Uma realidade deixou clara: não alimentou ilusões de que o novo governo, na aurora da nova administração, garantirá uma revolução no atendimento em hospitais e postos de saúde públicos.
Para Barros, a administração dos recursos federais da saúde é competência de hospitais universitários, de Estados e Municípios, a quem cabe a gestão do dinheiro. Em síntese, disse que não esperem milagres só porque um novo governo está chegando. A qualidade dos serviços, explicou, depende dos que administram o dinheiro da Saúde…
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A Maringá natal e do coração de Ricardo Barros foi por ele citada como modelar na administração do dinheiro que a União destina à saúde pública.
“É uma questão de gestão”, disse o novo ministro, lembrando que a boa administração dos recursos é que garante um bom serviço de saúde daquela cidade. E ofereceu, como modelo (“está à disposição de quem quiser usá-lo”), o ‘software’ utilizado pela “Cidade Canção” na administração dos serviços de saúde, cuja mola mestra é – disse – o apropriado uso do dinheiro para garantir economia de gastos.
