quinta-feira, 30 abril, 2026
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Guerra na Ucrânia eleva em até 30% preço dos fertilizantes

(Tribuna do Vale com assessoria)

As sanções econômicas impostas à Rússia por causa dos ataques à Ucrânia já estão sendo contabilizadas pela agricultura brasileira. O setor é dependente de fertilizantes do mercado externo – e o país euro-asiático é o principal fornecedor do produto. Um levantamento da plataforma Insumo Agrícola, que promove negócios on-line entre agricultores e fornecedores, aponta um aumento de até 30% no preço dos fertilizantes.

“Nos primeiros 15 dias, desde o início da ocupação russa, os fertilizantes químicos estão de 20% a 30% mais caros”, assinala o CEO da Insumo Agrícola, Luca Lachica. A elevação dos custos, no entanto, já era uma tendência desde novembro, quando a tensão nas fronteiras entre Rússia e Ucrânia se acentuou. A agricultura brasileira importa 85% do total de fertilizantes que consome em suas lavouras. Rússia e Belarus são os principais fornecedores.

Diante do cenário de muita indefinição e incerteza quanto aos desdobramentos do conflito, o momento pede buscas urgentes e emergenciais por alternativas, frisa Luca Lachica.

Nesse sentido, na última quinta-feira, dia 10, uma reunião entre a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e embaixadores e integrantes da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira teve como objetivo ampliar a importação de fertilizantes vindos do Oriente Médio e Norte da África. Marrocos, Catar, Arábia Saudita, Egito, Omã e Argélia estão entre os principais países do mundo árabe que fornecem fertilizantes para a agricultura brasileira. A ministra classificou as tratativas como “diplomacia do insumo”. No sábado, dia 12, ela viajou ao Canadá para buscar fornecedores do país.

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