
R$ 36 milhões de multas vão para pagar servidores da URBS e cargos comissionados
Realidade em Curitiba: enquanto sobram radares que a Prefeitura vai ampliando em números e encrencas, sobram esses aparatos eletrônicos. Assim, o dinheiro dos contribuintes é gasto sem cerimônias. A origem da grana vem das alterações de sinalizações viárias recentes, que têm por finalidade arrecadar ainda mais e assim pagar vários cargos em comissão na administração de Greca; é muito dinheiro para o alcaide e seus protegidos propagarem a “Curitiba bem cuidada”, o mote do marketing do prefeito…
Basta caminhar pela Cidade e verificar a confusão criada pelas alterações feitas na sinalização viária pela SETRAN, geradoras de superávit nunca esperado de multas. Elas vão direto para o caixa da Prefeitura… Quem mais está ganhando com as multas? Pela dificuldade que até a Câmara encontra para conseguir acesso ao contrato com a empresa dos radares, pode-se supor quer há algo de podre no Reino da Dinamarca.
ALGO DE PODRE…
Segundo informações do site da Superintendência de Trânsito, o valor de R$36.094.234,79 (trinta e seis milhões) é repassado para o Caixa da Prefeitura para promover o pagamento das gratificações dos agentes de trânsito e servidores da URBS S/A . Note bem: para pagar funcionários da URBS!

É um desrespeito aos Curitibanos, pois à educação de trânsito, por exemplo, foi reservada a mera campanha publicitária capitaneada pelo DETRAN, com dinheiro do Estado. Isso apenas confirma o que se sabe das gestões Greca: O Município de Curitiba não investe em educação de trânsito, relegando e relega a escola pública de trânsito a um departamento de segundo escalão…
LUTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO
O prefeito fala tanto dos “Curitibinhas”, porém prefere investir em fiscalização de radares e multas ao invés de incentivar a educação. A voz que clama nos desertos é a do Ministério Público do Paraná, na área de Educação, coordenada pelo Procurador Márcio Teixeira dos Santos e pelas dedicadas promotoras Beatriz Spindler de Oliveira Leite e Luciana Linero. Eles lutam insistentemente para que o prefeito de Curitiba promova a abertura de novas escolas e creches e possibilite o acesso de mais de 10 mil crianças que esperam vagas para ter direito a creches e educação escolar, matéria assegurada pela Constituição de 1988.
Estamos exagerando? Quem pensa assim, consulte o MPPR. Com o superávit de R$ 36.094.234,79 (TRINTA E SEIS MILHÕES) só no ano de 2021, daria para construir várias escolas e creches, investindo em
educação. Apesar disto, o alcaide prefere multar e ainda zomba dos condutores Curitibanos, como se estes fossem descumpridores da lei, e jamais admitindo que ele mesmo comanda o aparato de sua indústria de
multas. Lamentável.

DEBOCHE TOTAL
É deboche aos curitibanos o descaso com a educação fundamental pública no Município de Curitiba, com um gestor acostumado a beber água importada San Pelegrino (pagava R$ 29 por uma italiana, em SP, há 4 anos). Vivendo de ostentações, na maioria das vezes às custas de verbas de representação, esperar que Greca vai se importar com crianças pobres e bairros da periferia, é pedir muito.
Rafael V. Greca de Macedo é da linha de gestores que, na falta de pão, mandam o povo comer brioches! Ao estilo de uma “Maria Antonieta das Araucárias”! É uma atitude “natural” para esse prefeito que, às vezes, e dependendo do lugar e momento, compara-se a festivos nomes do Medievo (Medieval).
Mesmo assim, seu discurso – ele é bom de bico – hipnotiza parte da cidade encantada com a suposta “Curitiba bem cuidada”… Até quando?
