Vale lembrar: pela direita e centro-direita, haveria pelo menos quatro nomes fortes colocados: Deltan Dallagnol (Novo), que não tem a garantia de poder concorrer por causa de sua cassação em 2023 com base na Lei da Ficha Limpa; Filipe Barros (PL), que está na chapa encabeçada por Sergio Moro (PL); Alvaro Dias (MDB), que aparece bem nas pesquisas ao Senado; e o próprio Alexandre Curi. Pela esquerda, Gleisi Hoffmann (PT) tem grandes chances de eleição sem a divisão dos votos desse campo político. E o segundo nome do grupo a Senado já foi anunciado: o veterano Doutor Rosinha (PT).

Nesta quinta (30), Curi iria para Foz do Iguaçu com o governador e Sandro Alex, para um evento político à noite e entrevistas durante a tarde. Curi, porém, não viajou e cancelou também a agenda em União da Vitória marcada para hoje (31). O deputado ainda não fez manifestação nenhuma pública sobre o acordo do PSD com Greca.

Nos bastidores, o sentimento é de forte desconforto com a forma como a negociação foi conduzida. Aliados de Curi ouvidos por Martha Feldens dizem que a construção da chapa sempre partiu do entendimento de que eventuais mudanças na composição majoritária seriam discutidas com todas as lideranças envolvidas.

A inclusão de Alvaro Dias como candidato ao Senado, segundo esses interlocutores, surpreendeu o presidente da Assembleia e rompeu a lógica das conversas mantidas até aqui. Esses aliados relembram as concessões feitas até aqui por Alexandre Curi, como abrir mão da candidatura ao Palácio Iguaçu, bem como o forte trabalho para manter unidos mais de 200 prefeitos que defendiam seu nome ao governo.

Com o prazo final das convenções e definições de chapa chegando, até 5 de agosto, em breve saberemos como (finalmente) ficará o tabuleiro político rumo às eleições de 2026 no Paraná.

E Cristina Graeml?

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