Assessoria – Face mais visível de uma construção, as fachadas exigem cuidados importantes em sua gestão. Segundo dados do Sinduscon PR (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Paraná), os problemas com as fachadas estão entre as ocorrências mais frequentes no pós-obra, especialmente por infiltrações, fissuras, falhas de vedação, destacamento de revestimentos, manchas e eflorescências, problemas decorrentes de movimentações térmicas e degradação por ausência de manutenção.
“As maiores patologias de fachadas são de projeto, de execução, dos materiais utilizados e, principalmente, da manutenção, seja por ausência ou por inadequação”, informa Fábio Giamundo, VP de Inovação do Sinduscon PR, que, junto com as demais entidades do setor, elabora e distribui manuais para nortear o trabalho de construção, todos alinhados às diretrizes e normas da ABNT.
Para dar garantia e segurança a um projeto de construção, a Daher Tecnologia, uma das principais empresas nacionais do setor, segue todas normas determinadas e emprega as melhores e mais inovadoras tecnologias na projeção, execução e manutenção de fachadas. A empresa curitibana é a principal parceira dos grandes projetos dos maiores players do mercado, como Embraed, Thá, Swell, Dallo, Plaenge, Hugo Peretti, GT Home, entre outras.
O diferencial da Daher
Dentro de todo o processo integrado (projeto + execução + gestão tecnológica), a atuação da Daher vai muito além do tradicional escopo de um PRF. A empresa realiza um completo Estudo de Desempenho de Fachada, englobando análises preditivas complexas, projetos de alta precisão e validações práticas que blindam a edificação contra patologias e degradação antecipada dos materiais.
O trabalho da Daher tem início com o Projeto de Revestimento de Fachada (PRF), que utiliza modelagem avançada pelo Método dos Elementos Finitos, para mapear as tensões na argamassa. Isso permite a colocação milimétrica de juntas de movimentação e telas de reforço apenas onde é estritamente necessário, gerando economia inteligente para uma obra.
“Ao longo de milhões de metros quadrados de fachadas já realizados em 33 anos de atuação no mercado, nosso índice de manifestações patológicas é praticamente zero. Esse histórico de sucesso e alta durabilidade assegura o Selo Daher de Qualidade, chancelando de forma definitiva que o empreendimento manterá sua integridade ao longo dos anos e jamais sofrerá desvalorização imobiliária por aspectos visuais ou patológicos”, afirma o diretor.

Antes da execução, realiza-se o mapeamento de espessuras por meio de escaneamento a laser (nuvem de pontos de altíssima precisão) e estudo do projeto, avaliando rigorosamente a resistência de aderência à tração, aplicabilidade da argamassa, além das orientações e treinamentos de execução para os empreiteiros que irão fazer o trabalho.
“Um dos grandes diferenciais da Daher é a inclusão fundamental de cal hidratada na dosagem ideal. Isso evita a formação de argamassas puramente rígidas (sem cal), que possuem módulos de elasticidade elevados e costumam falhar inevitavelmente após oito, dez anos, quando se completa a deformação lenta do concreto, criando uma série de tensões nas paredes externas e ocasionando o descolamento de grandes placas do revestimento”, destaca César Daher, diretor e fundador da empresa.
Manutenção e prevenção
Após a construção da fachada, o desafio é realizar a manutenção e a prevenção para evitar a degradação dos materiais. As dificuldades aumentam com o clima, principalmente em cidades como Curitiba, com seu clima frio.
As fachadas sofrem severa degradação devido à radiação solar combinada à alta amplitude térmica, que causam fissuras por variações dimensionais, ao ciclo de sol em também à chuva, que provoca variação volumétrica e lixiviação. Atmosferas com alta umidade relativa também aceleram a biodegradação por fungos e bolores.
“O descolamento do revestimento é a manifestação patológica mais grave. Estatisticamente, problemas em revestimentos representam 85% dos processos judiciais contra engenheiros e construtoras”, afirma Cesar Daher. Segundo ele, esses problemas originam-se principalmente de falhas congênitas (40% por erros de concepção ou desrespeito às normas) e construtivas (35% devido à mão de obra despreparada ou falta de lavagem prévia do substrato). As consequências envolvem infiltrações e sérios comprometimentos estruturais.
A prevenção é consolidada através de uma rígida gestão tecnológica de três pilares: reparo adequado da base, com substrato firme, sem furos e completamente limpo através da lavagem da fachada antes do chapisco; respeito aos tempos construtivos; e monitoramento preditivo, com acompanhamento periódico com ensaios não destrutivos (termografia infravermelha, ultrassom e esclerometria) para identificar anomalias ocultas.
“Toda a gestão tecnológica empregada pela Daher visa garantir que a estrutura atinja a Vida Útil de Projeto (VUP) mínima de 20 anos. Hoje, nós temos fachadas que projetamos completando 33 anos em perfeito estado”, finaliza o diretor da empresa.
