domingo, 28 junho, 2026
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FABIO CAMPANA ANALISA CLARO DISTANCIAMENTO DE CIDA E BETO RICHA

Cida e Beto Richa: não perderam o juízo
Cida e Beto Richa: não perderam o juízo

Uma de minhas leituras diárias essenciais é da coluna de Fábio Campana no Diário Indústria & Comércio, e seu blog, disponível na web, donos de um universo impressionante de leitores.

Às vezes até me surpreendo com as informações privilegiadas e trabalhadas com a maestria com que o jornalista e escritor comunica fatos, especialmente os do nosso mundo político local.

Os textos são até elegantes, especialmente expondo um autor dotado de multivisão diferenciada cultural; às vezes, no entanto, são duros e cômicos ao mesmo tempo (me lembro daquele, histórico, com que mostrou “frouxos intestinais” de Rafael Greca num avião em pleno voo); mas são sempre textos montados em realidades incontestáveis. Até porque ele não é idiota de se expor a processos por calúnia e difamação; muito menos, de perder a credibilidade de um público que, gostando dele ou não, não pode ignorá-lo, sob pena de não acompanhar a realidade do Paraná do dia a dia.

Deonilson Roldo: foi “exemplado”
Deonilson Roldo: foi “exemplado”

SINAL DE ALERTA

Nesta quinta, 24, por exemplo, sem alardes, combinando informação fidedigna com interpretações as mais neutras possíveis (será possível informação neutra?) Campana informa que um fio muito tênue separa o governo de Cida Borghetti do de Beto Richa.

Deu o sinal de perigo, luz vermelha no universo palaciano.

A separação estaria clara para o jornalista: há um estilo Cida de governar, plural, aberto, com ampla dose de fraternidade, que se mostra também irredutivelmente refratário a supostos mal feitos de secretários e outros funcionários comissionados que herdou de Richa.

“FADIGA DOS MATERIAIS”

Campana refere-se claramente a secretários, alguns atuando por oito anos na administração pública; cita-os como autores de ato desabonadores (sem nominá-los, é certo); esse grupo teria chegado a uma certa “fadiga dos materiais”, a um estado “non sense” em relação aos simples mortais cidadãos. Eles se tornaram empedernidos à crítica dos opositores e proprietários exclusivos da verdade.

A verdade deles no Governo. Num universo por vezes mais pessoal que público.

Fábio Campana: verdades cortantes
Fábio Campana: verdades cortantes

DEONILSON ROLDO

Desta vez Campana não cita, mas o caso mais emblemático dessa “fadiga dos materiais” seria do notoriamente ex-todo poderoso (e arrogante, digo eu) Deonilson Roldo.

Cida não teve nenhuma dificuldade em defenestrar Deonilson do cargo para o qual, a pedido de Beto Richa, tinha colocado o ex-jornalista como diretor da Copel.

Cida, para o analista, não compactuará com nomes envolvidos em mal feitos. Esse distanciamento não respinga no ex-governador, é claro.

E eles não romperão, até porque, a esta altura do campeonato e do período pré-eleitoral, nenhum deles perdeu o juízo.

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