Assessoria – Sessenta estudantes da Escola José Busnardo, na Vila Fanny, em Curitiba, já estão colocando em prática a criatividade no novo Estúdio Engenhoka de artes e robótica. Inaugurado na última sexta-feira (21), o espaço será utilizado ao longo dos próximos meses nas atividades da terceira edição do projeto, realizado pelo Instituto Burburinho Cultural.
A inauguração reuniu professores, estudantes, familiares e representantes do Instituto Burburinho Cultural e marcou o início de uma formação gratuita com aproximadamente 40 horas de atividades em robótica educacional e diferentes linguagens artísticas. As oficinas serão realizadas até dezembro, na própria escola e no novo estúdio, equipado com impressoras 3D, tablets e materiais pedagógicos.
“A proposta do Engenhoka é aproximar os estudantes de uma educação fora do padrão tradicional, conectando áreas que muitas vezes são vistas de forma separada, como artes, matemática, ciência e tecnologia. A chegada do estúdio à escola democratiza o acesso a essas ferramentas e abre novas possibilidades para os alunos experimentarem e criarem suas próprias soluções. Queremos estimular o pertencimento, o pensamento crítico e a colaboração, mostrando que arte e ciência podem caminhar juntas na formação de estudantes mais criativos e preparados para transformar ideias em projetos”, afirma Priscila Seixas, CEO do Instituto Burburinho Cultural.
Da ideia à criação
Durante a formação, os estudantes serão estimulados a experimentar diferentes linguagens artísticas e conceitos de robótica para desenvolver projetos que aproximam criatividade, tecnologia e resolução de problemas. Ao longo do semestre, serão desenvolvidos quatro projetos: uma peça produzida com impressão 3D, um robô, uma luminária criativa e, ao final, uma escultura interativa. Os trabalhos serão apresentados à comunidade escolar, e a equipe vencedora será premiada.
A proposta foi apresentada aos estudantes durante a inauguração do estúdio, quando também foi lançado o Fagulha, novo mascote do Engenhoka. Produzido em impressora 3D, o personagem representa a ideia que acende, inspira e pode transformar tudo ao redor. Os materiais que serão utilizados ao longo da formação foram desenvolvidos pela PiCode Education e organizados em boxes maker, pensados para acompanhar as diferentes etapas das atividades. Segundo Luiz Henrik Martins de Oliveira Payao, da PiCode Education, a proposta é colocar os estudantes em contato direto com o processo de criação. “Os boxes foram pensados para que os alunos possam experimentar, construir e acompanhar de forma prática cada etapa dos projetos”, explica.
Para o diretor da Escola José Busnardo, Francisco Diogo Ximenes, a chegada do estúdio representa uma oportunidade de aproximar a escola de uma forma de aprendizagem mais prática e criativa. “Esse estúdio maker é a escola que eu sempre sonhei. A melhor forma de se aprender é brincando. Nós fazemos nossos esforços, mas são os nossos alunos que vão colocar a mão na massa e fazer acontecer. Tenho certeza de que vamos continuar com esse projeto no ano que vem. Minha gratidão ao Instituto Burburinho Cultural por esse projeto maravilhoso”, afirma.
A vice-diretora Patrícia Fernandes também destacou a oportunidade de os estudantes terem contato com ferramentas e experiências que aproximam tecnologia e arte. “Receber esse projeto é de grande valia para a escola, porque une tecnologia e arte. Os estudantes devem aproveitar esses meses de prática do Engenhoka para criar grandes ideias e grandes projetos. Eles terão a oportunidade de utilizar todo esse aparato, inclusive a impressora 3D. Tenho certeza de que esse projeto pode ajudar os alunos a traçarem novos horizontes”, diz.
