Telepariano, empresário produz 600 toneladas de tilápias

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O telepariano e empresário Armando Pertuzati, das telecomunicações à piscicultura.

Por José Francisco CunhaTelepariano de raiz, Armando Pertuzati define os segmentos importantes em sua carreira de empresário: telecomunicações, agricultura, pecuária e piscicultura.

Tudo começou com o aprendizado na saudosa TELEPAR, diz Armando com muito orgulho. Ele ingressou na empresa em maio de 1975, exercendo diversos cargos: de assistente administrativo, passando a supervisor até chegar a gerente, tendo uma brilhante carreira na empresa. Também trabalhou na TELEPAR Celular – regiões oeste e sudoeste do Paraná – e finalmente na TIM Celular Sul, vindo a se aposentar em 31 de dezembro de 2001.

É formado em Administração de Empresas, Ciências Contábeis e pós-graduado em Administração Financeira e Qualidade Total. É membro da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra – ADESG. E faz parte da diretoria do Sindicato Rural Patronal de Cascavel, na luta pelas causas do agronegócio.

Trajetória na TELEPAR

Ingressou na TELEPAR em 7 de maio de 1975 na cidade de Pato Branco, atuando nas áreas comercial, administrativa e financeira. Naquela época, havia telégrafo, telefonia manual entre localidades, alguns postos telefônicos, inexistência de estradas adequadas e de telefones na sua região de atuação, a sudoeste do Paraná. No mesmo ano, a TELEPAR já tinha iniciado um plano arrojado de telecomunicações para o estado, para a instalação em todas as sedes municipais da Discagem Direta à Distância – DDD. O seu trabalho no contato com os prefeitos para conseguir terrenos para a construção das centrais telefônicas, estruturas necessárias e venda de telefones foi fundamental para a concretização do projeto de telecomunicações na região. Além disso, acompanhou de perto o andamento das obras e das inaugurações das centrais telefônicas com o envolvimento do governador e do prefeito da localidade. Participou ativamente do crescimento do estado, assim como da interligação de todos os municípios paranaenses com telefonia de ponta.

Quando da comemoração do Centenário da Telefonia no Paraná, em 1982, subsidiou informações para o livro “História da Telefonia do Paraná – 1882 1982”, lançado pela TELEPAR nas comemorações alusivas àquele centenário. Lembra também da instalação do primeiro telefone rural instalado em Pato Branco – PR – janeiro de 1980 – na propriedade do médico João Juglair Jr (in memoriam), evento que mereceu grande comemoração na TELEPAR, tendo sido motivo para um chaveiro comemorativo.

Das telecomunicações à piscicultura

Armando Pertuzati

Mesmo trabalhando na TELEPAR, com o pouco que podia economizar foi comprando terras, criando gado e depois passou a lidar com agricultura – 1990 a 2004. Com mais de 80 anos, continua investindo e diz não pretender parar tão cedo.

Em 2024, vendeu suas propriedades rurais, por motivos da idade e na busca de uma atividade menos trabalhosa, adquiriu uma piscicultura com produção de 600 toneladas de tilápias a cada oito meses, atividade com a qual está se ambientando com muito sucesso.

Morador de Cascavel, é integrante da Cooperativa COPACOL. Ele ressalta que muitos dos resultados obtidos como pecuarista e piscicultor foram graças ao que aprendeu na Escola da TELEPAR e é grato a todos os que conviveram e compartilharam conhecimentos técnicos com ele naquela época áurea da empresa.

Representando o setor do agronegócio na promoção anual do MPE Brasil, em 2008, obteve a premiação em 2009. Destaca que essa premiação vinha ocorrendo anualmente com 8 segmentos da atividade econômica na categoria Pequenas e Médias Empresas Brasileiras, cujos os métodos aplicados para participar foram o sistema de metas e objetivos, e graças ao aprendizado recebido na TELEPAR, Armando participou representando a região Oeste do Paraná, conseguindo o primeiro lugar.

Na sequência, concorreu em nível de Paraná, evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná – FIEP, conquistando a primeira colocação, o que o credenciou a representar o Estado em nível nacional, evento ocorrido em Brasília, ocasião em que também foi finalista, porém, empatando em número de pontos com uma senhora curitibana, que inovou produzindo uvas em local não propício no vale do Rio São Francisco.

Ambos receberam a mesma premiação: participar de Seminário Internacional durante uma semana, realizado em São Paulo, com o título “RISCOS SISTÊMICOS NAS EMPRESAS”, com palestras e demonstrações de diversas empresas internacionais estabelecidas nos Estados Unidos, Inglaterra, França, Japão entre outras, bem como grandes empresas brasileiras, entre elas Itaipu, Volvo, Suzano Celulose, CPFL de São Paulo, Petrobrás … Com isso, enriqueceu ainda mais o seu patrimônio intelectual, visto que os temas das palestras foram das empresas que estavam se estruturando com medidas de segurança, desde o vazamento de segredos industriais, até a invasão de sistemas contra golpes financeiros, que hoje ocorrem em larga escala.

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