segunda-feira, 25 maio, 2026
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Entre Espaços: Arte em movimento

Por Sumi Costa – Curitiba entra no clima da arte contemporânea entre os dias 9 e 16 de junho com a realização da Curitiba Art Week, evento que abre oficialmente os caminhos da 16ª Bienal Internacional de Curitiba e transforma a cidade em um grande circuito criativo. Galerias, museus, ateliês, espaços independentes e equipamentos culturais passam a integrar uma programação que conecta artistas, curadores, colecionadores e público em uma imersão pela produção contemporânea. A abertura desse movimento acontece já no dia 2 de junho, no Salão Brasil da Prefeitura de Curitiba, com o lançamento oficial da programação da Bienal e da exposição coletiva “Mapa Aberto”, reunindo importantes galerias da capital em uma mostra que propõe conexões entre diferentes gerações e linguagens artísticas.

Mais do que um aquecimento para a Bienal, a Curitiba Art Week reforça o papel da cultura como motor de desenvolvimento urbano e econômico, aproximando Curitiba de cidades que já transformaram suas semanas de arte em plataformas globais de circulação criativa, como Miami, Berlim e Basel. Ao longo da programação, a cidade ganha novo ritmo com visitas guiadas, performances, encontros e aberturas de exposições que ampliam o acesso à arte e fortalecem o mercado cultural local. Para Rafaela Lupion, presidente do Conselho de Cultura da Bienal de Curitiba, a iniciativa também atua como ferramenta de profissionalização do setor e projeção internacional da capital paranaense, consolidando Curitiba como um dos polos contemporâneos da economia criativa no Brasil.

Cultura em evidência

Zireh Imóveis é exemplo de case de cultura organizacional durante o Cupola Summit, importante evento do mercado imobiliário. Divulgação

A valorização de equipes ganhou espaço no palco do Cupola Summit 2026, em Curitiba, e a Zireh Imóveis apareceu entre os exemplos citados durante a programação do evento. Em palestra sobre cultura organizacional e engajamento no mercado imobiliário, Rodrigo Werneck, fundador e CEO da Cupola, destacou a forma como a empresa tem trabalhado o reconhecimento de corretores e colaboradores. Segundo ele, a Zireh criou um modelo que coloca os profissionais no centro das conquistas da operação, reforçando o senso de pertencimento e transformando resultados em experiências compartilhadas dentro da equipe.

Durante a apresentação, Werneck mencionou práticas internas da imobiliária, como os brindes celebrando cada venda e os relatos dos bastidores das negociações feitos pelos próprios corretores. A estratégia, segundo ele, fortalece a identidade do time e inspira os demais profissionais. O reconhecimento acontece em um momento de expansão da marca, que completou um ano em maio projetando crescimento entre 9% e 12% em 2026, além de ampliar sua atuação para novos segmentos, como locação de alto padrão, operação internacional e Zireh Praias. Para Henry Fukner, sócio-diretor da empresa, o destaque no evento reforça que o crescimento sustentável do setor passa diretamente por equipes alinhadas, valorizadas e conectadas à cultura da marca.

Galeria Zilda Fraletti reúne arte e literatura no lançamento de “Tensão sob a Calma”, de Celso Orsini

Celso Orsini. Divulgação

A Galeria Zilda Fraletti recebeu, no dia 23 de maio, o lançamento do livro “Tensão sob a Calma”, do artista visual Celso Orsini. Durante o encontro, que reuniu convidados, colecionadores e apreciadores de arte contemporânea, o público também pôde visitar uma exposição com pinturas, gravuras e colagens do artista, marcada pelo diálogo entre formas geométricas, cores e diferentes experimentações visuais.

A publicação apresentou textos e reflexões sobre a trajetória de Orsini, além de um ensaio crítico assinado por Maria Alice Milliet, referência nos estudos sobre arte moderna e contemporânea no Brasil. Com mais de quatro décadas de atuação, a Galeria Zilda Fraletti reforçou, mais uma vez, seu papel na valorização da produção artística brasileira e na aproximação entre artistas e público.

Menos volume, mais exclusividade

Marcenaria Autoral Zanek. Crédito: Tiago Kai

Enquanto parte do mercado global de luxo desacelera, o Brasil segue em movimento contrário, impulsionado por um consumidor cada vez mais sofisticado e menos interessado em ostentação pura. O novo luxo passa longe do excesso: ele aposta em autenticidade, experiência e personalização. No setor imobiliário de alto padrão, essa mudança vem transformando a forma de projetar, habitar e até comercializar imóveis. Mais do que metragem ou endereço, o valor agora está na identidade do projeto e na capacidade de entregar uma experiência de vida completa e exclusiva.

É dentro desse cenário que empresas como a Zanek vêm consolidando um modelo baseado em curadoria e reconstrução integral de imóveis. A proposta vai além de uma reforma tradicional: os projetos são praticamente recriados do zero, da estrutura aos acabamentos finais, com foco em entregar residências prontas para morar e com linguagem própria. “Não reformamos, reconstruímos. Entregamos um novo produto, com identidade, tecnologia e acabamentos incomparáveis”, resume Bruno Mazanek, fundador da marca. O conceito busca simplificar a vida do cliente sem abrir mão da sofisticação, reunindo arquitetura, interiores, automação e curadoria estética em um único processo.

Nesse novo desenho do luxo contemporâneo, a marcenaria ganha protagonismo e funciona quase como alta-costura do design de interiores, unindo técnicas artesanais e tecnologia de ponta em peças únicas e altamente personalizadas. Ambientes como closets, por exemplo, deixam de ser apenas funcionais para incorporar soluções inteligentes e experiências conectadas ao estilo de vida do morador. A lógica da atemporalidade também orienta os projetos, pensados para manter valor ao longo dos anos, assim como obras de arte, joias ou relógios clássicos. Com operações em cidades como Curitiba, São Paulo e Balneário Camboriú, a Zanek acompanha o crescimento de um mercado que valoriza menos escala e mais exclusividade, uma mudança que, segundo Mazanek, vai além dos negócios. “Mais do que clientes, eles se tornam amigos. Isso mostra que estamos criando experiências de vida”, afirma. 

O frio chegou

Com a chegada das temperaturas mais baixas, Curitiba reafirma sua fama de capital mais fria do Brasil e também de laboratório natural para tecnologias voltadas ao conforto residencial. O clima instável e os invernos rigorosos transformaram a cidade em terreno estratégico para empresas que desenvolvem soluções de aquecimento e automação inteligente. Nesse cenário, marcas como a Hotfloor e a SmartLy vêm acelerando projetos que unem eficiência energética, conforto térmico e tecnologia aplicada ao cotidiano, acompanhando uma demanda cada vez maior por imóveis mais inteligentes e preparados para o inverno curitibano.

A lógica por trás desse movimento é prática: enquanto a média externa no inverno gira em torno dos 13°C, o conforto interno ideal fica entre 21°C e 24°C. Para reduzir essa diferença sem elevar excessivamente o consumo de energia, sistemas de piso aquecido e automação passaram a ganhar espaço em apartamentos compactos, empreendimentos de médio e alto padrão e residências maiores. Segundo Euclides Ciruelos, engenheiro civil, mestre em sustentabilidade, diretor da Hotfloor e mentor da SmartLy, a engenharia atual precisa enxergar o imóvel como um sistema integrado. “Não basta aquecer o ambiente. O objetivo é criar um ecossistema inteligente em que piso aquecido e automação conversem entre si para entregar conforto com o menor consumo energético possível”, explica.

Rodolfo Fontana e Vitoria Ciruelos. Divulgação

Essa experiência pode ser vivida de perto também em uma das principais mostras de arquitetura e design de Curitiba. No ambiente Vivenda, assinado pelo arquiteto Rodolfo Fontana, visitantes podem sentir como a integração entre Hotfloor e SmartLy transforma tecnologia em acolhimento. Enquanto o piso aquecido proporciona conforto térmico contínuo e silencioso, a automação residencial atua de forma quase imperceptível, ajustando iluminação, climatização e cenários personalizados para tornar o espaço ainda mais intuitivo e funcional. O resultado é uma experiência sensorial que traduz, na prática, como inovação e bem-estar podem caminhar juntos dentro de casa.

O mercado imobiliário local já acompanha essa transformação. Hoje, centenas de projetos instalados na capital paranaense e na região Sul utilizam tecnologias que fazem o gerenciamento automático da temperatura e do consumo energético, ajustando o funcionamento conforme a necessidade do ambiente. De acordo com Ciruelos, imóveis típicos de Curitiba exigem, em média, entre 80 e 120 watts por metro quadrado para manter o conforto térmico adequado, dependendo do isolamento e da área envidraçada. Para ele, o avanço dessas soluções em Curitiba acaba servindo como referência nacional. “Se funciona bem aqui, sob o rigor do inverno e da umidade constante, significa que a solução está pronta para qualquer mercado”, resume.

Pautas e contatos colunaentreespacos@gmail.com

*Formada em Relações Públicas e Jornalismo pela UFPR, Sumi Costa atua em Assessoria de Imprensa desde 1997. Com trajetória consolidada na comunicação institucional e produção de conteúdo, assina esta coluna voltada a projetos criativos, novos produtos, tendências do morar e os bastidores do setor imobiliário.

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