terça-feira, 16 junho, 2026
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Em meio à situação grave e ameaça de terceira onda, MSF reforça ações no Brasil

Profissionais da organização atuam contra a COVID-19 no Pará, Ceará e Bahia

 

Quase um ano e meio após a chegada da COVID-19 ao Brasil, a situação da pandemia permanece extremamente preocupante, com especialistas alertando para uma possível terceira onda da doença. As ações de resposta continuam fragmentadas e descentralizadas, ao mesmo tempo em que autoridades federais seguem ignorando medidas baseadas na ciência e desdenhando da importância do uso de máscaras e do distanciamento social.

O Brasil superou a marca de 500 mil mortes pela COVID-19 e a cifra diária de óbitos chegou a ultrapassar novamente a marca de 2 mil em meados de junho. Da mesma forma, o número de novos casos também cresceu para mais de 70 mil por dia, cifra que não está distante da maior média atingida até agora, de mais de 77 mil, durante o pico da segunda onda no início de maio.

NOVA ONDA

“No caso do Brasil, é até mais difícil dizer se estamos entrando em uma nova onda, porque na verdade nunca ocorreu uma queda substancial nos casos desde o início da pandemia”, afirmou o infectologista de MSF Antonio Flores. Ele explica que o que tem sido visto até o momento são ciclos.

Após um pico, há uma queda moderada e depois uma estabilização, mas em um patamar alto, até que os casos reiniciem a curva ascendente, mas já a partir deste nível mais alto. “No curso da pandemia o Brasil tem enfrentado um risco quase contínuo de aceleração no número de casos e mortes”, continua ele.

CLIMA DE INVERNO

A chegada do inverno deixa o cenário ainda mais complicado. Geralmente, o clima mais frio desencadeia um aumento dos casos de gripe comum e de outras doenças respiratórias. Com as pessoas infectadas por essas doenças tendo que buscar atendimento nas unidades de saúde, um sistema que já está pressionado pelo aumento de casos de COVID-19 fica ainda mais sobrecarregado.

Apesar do grande desafio, à medida em que o vírus continua se alastrando, equipes de MSF que trabalham no país buscam novas maneiras de apoiar comunidades vulneráveis em áreas mais desfavorecidas do Brasil. Os profissionais estão presentes em localidades das regiões Norte e Nordeste, onde historicamente há mais dificuldade de acesso a cuidados de saúde.

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