
Caríssimo professor Aroldo:
Li aqui, do outro lado do oceano, seu texto sobre meu livro “Tanto ou tão pouco”. Nem tenho palavras para expressar toda minha gratidão por uma análise tão excessivamente generosa da obra e do autor. Tenha certeza de que, para além do que o Sr. disse sobre o livro, suas palavras sobre o autor me fizeram pensar, e ainda as estou digerindo, naquilo que elas contêm de orientação e conselho.
TOMÁS EON BARREIROS, Curitiba
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INDECISÕES OU JORNALISMO?
Caro jornalista:
Nunca li algo tão acertado quanto a definição de Umberto Ecco, segundo a qual a Internet “deu voz aos imbecis”. O melhor exemplo são as chamadas redes sociais, que, com algumas exceções, praticam a mais primária rede de “notícias”: as notas não têm o rigor e a responsabilidade do jornalismo profissional. E alimentam toda sorte de “fake news” e fofocas.
Não absolvo de todo nosso jornalismo profissional, pois ele exagera nas especulações. Especialmente sobre o momento político, fazendo as mais estapafúrdias conjecturas sobre quem é ou não candidato a presidente, a governador, a senador…
Claro que esse tipo de especulação, no caso, é beneficiado por partir de fonte com nome, endereço e responsabilidade para até responder em juízo por eventuais bobagens que prejudiquem o próximo.
MARIA ÁGUEDA DE SANTAMARIA LORENZI, Porto Alegre, RS
