segunda-feira, 20 abril, 2026
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Dos Leitores: Marilena, e a história dos Wolf

Marilena de Mello Braga
Marilena de Mello Braga

Marilena Wolf de Mello Braga, pioneira do jornalismo feminino na política paranaense, será um dos meus personagens em Vozes do Paraná 9, que espero editar em 2017.

E ao escolher Marilena, dentre outros paranaenses que serão perfilados no livro, estarei fazendo justiça, em parte, a um dos ramos germânicos dos curitibanos, o Wolf, do qual ela é descendente e cuja memória cultua.

A carta de Marilena, que segue, fala um pouco de Fredolim, seu avô:

A CARTA

Aroldo, prezado amigo:

Deixei na portaria de seu prédio – me lembrei de memória, uma vez dei carona para você e uma cadeira até lá – no sábado passado, dia 07, um envelope com meu último livro publicado, “Mar Abissal, Poemas de Sátira Política em um País que Naufraga”. E também um exemplar de “Vidas, a Vida que Vivi”, que editei para o José Lázaro Dumont sobre o sindicalismo rural do Paraná. Esse é de 2012, um livro precioso, deveria ter enviado para você na época. Sou meio avessa a incomodar os amigos, e tendo tantos conhecidos no meio jornalístico passo mais facilmente por uma estranha.

“Derrubaram e quebraram uma linda estátua de Mármore de Carrara, do artista alemão Carlos Huebel. Nesse túmulo estão enterrados os dois filhos mais novos de meu avô Fredolin Wolf, que dá nome à Avenida onde ficam os Bosques Tingui e Tanguá…”

Pode me informar se recebeu, Aroldo? O porteiro da noite me pareceu tão confiável, disse que você tinha saído, mas entregaria quando você chegasse.

Vi sua matéria sobre o Bigarella. Ele é minha fonte em “O Homem que Virou Avenida”, que estou escrevendo, sobre meu avô Fredolin Wolf, os que vieram depois dele e os que vieram antes, voltando 160 anos na História de Curitiba, até o patriarca Josef Wolf, cujo túmulo no Municipal foi danificado na semana passada. Derrubaram e quebraram uma linda estátua de Mármore de Carrara, do artista alemão Carlos Huebel. Nesse túmulo estão enterrados os dois filhos mais novos de meu avô Fredolin Wolf, que dá nome à Avenida onde ficam os Bosques Tingui e Tanguá: Waldemar Wolf, pai da Carolina Wolf, jornalista da RPC, e Maria Edite Wolf Neves, que foi casada com o Léo de Almeida Neves, por 33 anos. Quem construiu o Palacete Wolf foi o pai de meu avô, Fredolin Wolf Senior.

E BIGARELLA?

Onde entra o Bigarella nessa história? É que ele faz parte da genealogia dos Schaffer, pois Francisco Schaffer – do jardim e da chácara que criava gado leiteiro – casou com uma irmã de meu avô, Gabriela Wolf. O pai de Francisco, Anton Schaffer, veio para o Brasil junto com meu trisavô, Josef. Eram da mesma cidade, lá nos rincões europeus.

Abraço, de novo. Hoje estou prolixa, rsrs.

MARILENA WOLF DE MELLO BRAGA,

Marilena de Curitiba, que é como assino meu “MAR ABISSAL”.

(correspondências para a coluna: aroldo@cienciaefe.org.br)

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