Prezado Aroldo.

Acompanho com atenção a série “religiões, em busca de poder, dinheiro e voto”. Nada mais correto. Ou verdadeiro. Ou, para sermos mais exatos, pelos dias atuais em que se vive, é assim mesmo que caminha a humanidade. A Bíblia tem múltiplas citações dos evangelistas; escritas há mais de dois mil anos, elas se pronunciam exatamente sobre o charlatanismo que impera em meio à seitas e igrejas espalhadas pelo mundo. No Brasil, à essa prática nada se lhes opõem. Mesmo sendo consideradas contravenções. Há igrejas que vivem disso. Milagres que se consumam à frente das câmeras de televisão. Por exemplo, a vareta anti-capeta, para exorcizar o gramulhão.
Ou o lenço molhado nas águas do Rio Jordão, capaz de apagar dívidas bancárias. Ou o que coxeia que, de repente, lança fora as bengalas e sai caminhando normalmente.
Em Oséias 10:4, diz-se: “eles fazem muitas promessas, fazem juramentos e acordos falsos. Por isso brotam as demandas como ervas venenosas, sobre os sulcos num campo”. Já Mateus (24:11) fala sobre numerosos falsos profetas que surgirão e enganarão muitos. Infelizmente, para todos esses espetáculos, desambientados de qualquer princípio ético, há multidões que nele se apegam. O apóstolo Paulo bem que afirmou na carta aos Efésios: “o que esta gente faz em segredo, tenho até vergonha de dizê-lo”.
Por fim, lembro o nosso Paulo Eugênio (in “Existe Alguém Lá Fora do Universo”, editora Livre Expressão), ao afirmar “quanta perplexidade e tristeza ao vermos que os ensinamentos e o exemplo da vida de Jesus do Novo Testamento, em nada se encaixam nas práticas das instituições religiosas e de seus líderes, nem dos tele evangelistas e dos apresentadores de programas religiosos na mídia”.
E acrescenta: “veja esta impressionante crítica de Ricardo C. Halverson, então capelão do Senado americano: no início, a Igreja era um grupo de homens centrados no Cristo vivo. Então a Igreja chegou à Grécia e tornou-se uma filosofia. Depois, chegou à Roma e tornou-se uma instituição. Em seguida, se espalhou pela Europa e tornou-se uma cultura.
E, finalmente, chegou às Américas e tornou-se um comércio”. Nada mais verdadeiro.
ZAIR SCHUSTER, pesquisador em Saneamento, Curitiba
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ÚLTIMA PARA DE IKE

A expedição De Mochila pela Ásia passou pela Rússia, última parada antes do retorno ao Brasil.
O relato sobre Moscou já está no blog:
www.gazetadopovo.com.br/blogs/de-mochila-pela-asia.
E na semana próxima, ao vivo, desde os estúdios da rádio CBN Curitiba, conto mais sobre a expedição que durou sete meses.
Aproveito para te agradecer pelo acompanhamento, interesse e participação nesta jornada.
IKE WEBER, from Rússia
(correspondências para a coluna: aroldo@cienciaefe.org.br)
