Aroldo!

Tenho muito respeito e admiração por você e por tudo que escreve. Como para tudo existe exceção, não gostei da sua postagem a respeito do pai das minhas filhas. Nunca fomos, enquanto casados “socialite”, íamos sim à muitas festas de amigos. Quanto ao apartamento em Paris, deve ser mais uma das lendas curitibanas. E o fato de eu ter me divorciado dele não me pareceu importante ser citado. Teria sido mais gentil e humano que você só citasse o falecimento. Você não deveria acreditar em lendas.
Um abraço.
DIANA ZIPPIN, Curitiba
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RESPOSTA:
“OMITI ALGUMAS INFORMAÇÕES”
Diana:
a) que o casal Diana-Miguel sempre foi sinônimo de socialite de Curitiba no século 20, é só ouvir os mais velhos cidadãos da cidade; ou pesquisar nas coleções de jornais (Dino Almeida, por exemplo) na Seção Paranaense, da Biblioteca Pública do Paraná (BPP);
b) quanto ao apartamento de Paris, que você chama de lenda urbana, essa “lenda” foi repetida e escrita muitas vezes, ao longo dos anos, sem nunca ter sido desmentida. Grato pela informação que agora me dá;
c) quanto à afirmação que teria “sido mais gentil e humano” se eu tivesse omitido ao fato de você e Miguel terem se divorciado, não consigo encontrar traços de “desumanidade” na mera informação e importante jornalística. É básica para composição de um necrológio registrar o estado civil do morto;
d) quanto à recomendação de que não deveria eu “acreditar em lendas”, esclareço: não acredito em lendas, trabalho com fatos. Embora, às vezes – como no caso de Miguel – tenha preferido omitir alguns fatos de sua carreira de empresário que, acredito, não a envolveram. Nesse ponto, fui menos jornalista e mais “humano”. Não me arrependo, Diana.
Aroldo Murá G.Haygert.
