
Caro jornalista,
A comunicação social governamental não está sabendo reinventar-se após o advento das redes sociais digitais. Não se vê inovação social (social innovation). Faltam criatividade, ousadia, competência tecnológica e vontade de aprender. Basta ver as estruturas obsoletas das próprias secretarias de Comunicação – repartições públicas estagnadas e obsoletas, em comparação com os ambientes comunicacionais do Google, Apple, Facebook, LinkedIn, entre outros, com seus pufs coloridos.
Mentir para a opinião pública é muito difícil quando cada cidadão tem uma câmera nas mãos e os fatos e fakes se alastram imediatamente.
Métodos antigos não dão conta. É preciso flexibilizar as mentes.
VALÉRIA PROCHMANN, jornalista, trabalhou na COPEL, na Com. Social, e foi diretora da Biblioteca Pública num dos governos de Roberto Requião.
Curitiba
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Ainda sobre comunicação… (2)
De todas as opiniões de ex-porta-vozes de governos que a sua coluna registrou, tenho que admitir ser a de Cleto de Assis a que mais reflete os tempos de hoje. Ele até defende o presidente Bolsonaro (de quem, parece, foi eleitor confesso), por saber usar as redes sociais, diz.
Cleto vai direto ao que interessa: acha que a nova realidade das mídias digitais – com as redes sociais e tudo mais – vai mesmo tomar o lugar das mídias tradicionais.
Mas será que só isso importa, se os governos continuarem enrolando o contribuinte com um com conteúdo comunicativo ainda do século 19?
Se isso acontecer (e parece que começa a ocorrer), o que teremos, então, será mera mudança de forma, de instrumentos.
NESTOR BAGLIOLI ZAPPAROLI, Curitiba
