
Professor, com meu pai aprendi o gosto pela música, pelas letras, pela sabedoria do Oriente. Dele ganhei o primeiro violão, que um dia ele quebrou porque não aguentava mais tanta zoeira que aquele piá de 11 anos fazia, rs.
Neste dia 31 de janeiro, o menino Bazinho (como era conecido), o “seu” Jubal Paulo, o vovô Juju estaria muito feliz, completando 95 aninhos.
Lobo Velho é uma música que fiz pra ele, o senhor meu pai. Perdoe, professor, os tropeços, engasgues, desafinações. Compartilho porque ainda estou na vivência dessa saudade imensa.
LOBO VELHO
Lobo velho
Você quis o equilíbrio
Buscando agir
Como se fosse o juiz
Onisciente e imparcial.
Sem saber
Que somente
Vivia um sonho
De figuras tragicômicas
Vis e maravilhosas.
Lobo velho
Insuspeito ator
De um teatro
Onde o verbo
É a ilusão.
Tragicômicas personas
Vis e maravilhosas.
Lobo velho
Onisciente, imparcial.
Ciente, ímpar.
(poema do livro “Amarás Ananás” ainda inédito, o segundo da Trilogia Vihara, que iniciou com TaoQuara, musicado e executado pelo autor)
JUBAL SERGIO DOHMS
