Caro Aroldo,

Nós, você e eu, temos algo muito bom em comum; amamos Curitiba, apesar de não termos nascido aqui. Construímos nossas famílias, nossas carreiras e certamente aqui seremos enterrados!
Nenhum outro brasileiro de 80 anos ou próximo (NÓS!) tem tanta identidade e cumplicidade com as mudanças de sua cidade como nós: vimos o jovem topetudo Lerner chegar e prometer umas coisas diferentes e aos poucos fomos vendo-o faze–las. E que coisas. Mas ajudamos. Partilhamos. Até vimos, em 1985 o velho MDB de guerra roubar sua eleição e depois, em 1988, ele surrar os mesmos do velho MDB e em 13 dias, com vital ajuda judaica, deixá-los todos desempregados.
O ousado Salomão Soifer tanto mostrou seu canudo com o projeto do Mueller, que quando o Rischbieter virou czar da economia e levou muitos curitibanos, a CEF finalmente investiu no projeto.
MUELLER, 1983
Em 1983 o Centro Cívico ganhou o Mueller, primeiro grande centro comercial da Capital. A propaganda dizia e garantia: MIX de lojas, segurança e estacionamento grátis!
Mesmo com o então Delegado General do Trabalho ameaçando que o Shopping não tinha saída contra incêndio (ele concordava com os comerciários: trabalhar só até 19 hs.!) o Mueller tornou–se um sucesso. Até hoje. E aberto todo dia até quase meia noite.
E A SEGURANÇA?
Ontem estive no Mueller. Um MIX ainda interessante. Segurança: depende.
Soube por um amigo que esqueceu por minutos a carteira e o celular que ficou sem, que as câmeras não trouxeram de volta sua riqueza. Ratos, disseram!
Mas consegui caminhar sem problemas comuns na Rua das Flores.
E vi que o talentoso Melvin (e sua não menos igual Ana!) só mudaram o nome da loja. Mesmo lugar, ainda mais atraente.
PÃO DE QUEIJO
Um pão de queijo e um café! Como sempre, …
Mais barato que o Estacionamento, pelo qual paguei 11 reais após 55 minutos!
Meu neto tem razão: um cineminha e uma beer, com a namorada, fica caro!
Uma mudança que não gosto de partilhar!
Y. S., comerciante, Curitiba
