No Governo, praticamente tudo se fazia só depois do “pode” de Roldo, que agora está contando (e comprovando) suas peripécias na vida pública e dos que o acompanharam como cúmplices. É uma bomba relógio. Mas nega-se a dar entrevistas e vive recluso.

Com o passar dos dias avultam opiniões e testemunhos sobre como o Governo de Beto Richa era conduzido. Nesta terça, 26, por exemplo, ouvi o seguinte de um ex-secretário de Beto, de curtíssima passagem pelo Governo, sobre aquela forma de gestão que até o livrou de futuros encrencas: “Cedo fui descobrindo que no final das contas tudo tinha de passar por Deonílson Roldo. Nada se fazia sem o placet do jornalista”.
COLEÇÃO DE DESAFETOS
A propósito de Deonílson: o ex-chefe de Gabinete de Beto, e ex-secretário de Comunicação Social do Paraná, que colecionou muito mais desafetos que poderia esperar comportando-se como o Chalaça do governador, está fazendo delação premiada ao MPF. A informação é de advogado Curitiba com ampla clientela nascida a partir da Lava Jato.
UMA BOMBA RELÓGIO
Para o causídico – um dos que fizeram apreciável carteira milionária com essas encrencas -, “Deonílson, embora beneficiado temporariamente por decisões do ministro Gilmar Mendes, que o tirou do xadrez, é uma autêntica bomba relógio. Quando for conhecida a delação, haverá estilhaços para todos os lados e não apenas para aqueles conhecidos parceiros do imbróglio do pedágio e empreiteiras”.
O que se sabe é que o ex-poderoso Deonílson, muito abalado com a situação que experimenta, vive recluso, em sua valiosa mansão no Barigui-Tingui. Mas não recebe ninguém, muito menos dá entrevistas à imprensa.
