
Não se trata de mimo ou grã-finagem dos marqueteiros de Ratinho Jr (PSD). Sondagem encomendada por sua equipe mostrou que o apelido pelo qual o parlamentar e pré-candidato ao governo do Paraná é conhecido, não agrada ao curitibano. Por razões que a própria razão desconhece. Por isso desenha-se uma solução que não é propriamente nova. Ao longo de um mês, talvez dois, Ratinho Jr. irá ‘ganhar’ novo nome: o verdadeiro, o de batismo: Carlos Massa Jr.
SUBSTITUIÇÃO GRADUAL
Os sinais já são visíveis no site oficial do deputado estadual. O nome Ratinho Jr. em letras garrafais passa a ser acompanhado de “Carlos Massa”, logo acima, em corpo menor. Em breve, no entanto, essa disposição irá se inverter até que Carlos Massa ganhe destaque.
RESPEITO DE SECRETÁRIO
A ideia é ganhar respeitabilidade perante o eleitorado conservador das classes A e B.
Ratinho Jr. foi campeão de votos ao disputar as eleições na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, mas seu eleitorado é egresso das classes mais baixas da população, que engrossa também a audiência cativa do pai, o apresentador Ratinho, no SBT. Agora, transmutado em Carlos Massa, Ratinho Jr. quer galgar degraus mais altos e apresentar ao eleitor o perfil do Secretário de Desenvolvimento Urbano que teria atraído para si o respeito dos prefeitos do interior do estado.
GERALDO
É uma missão difícil, mas não impossível. Em 2006, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, decidiu a conselho de seus marqueteiros destacar o nome Geraldo ao invés de Alckmin, visto como difícil de pronunciar por eleitores fora do estado.
40 MILHÕES DE VOTOS
O resultado, apesar do descrédito dos críticos, fez o tucano alcançar 40 milhões de votos em todo o país, viabilizando o que parecia improvável: levar a eleição para o segundo turno contra o petista Luiz Inácio “Lula” da Silva (mais conhecido pelo epíteto inicial, que depois passou a ser parte legítima do nome dele).
PARA TODO O SEMPRE… BETO
É essa a aposta que Carlos Massa “Ratinho Jr.” faz. Imprimir seu nome nas urnas apenas com o nome de batismo parece improvável. Mas o “ar de respeitabilidade” estará lá. Pronto para que a desconfiada classe média curitibana possa absorvê-lo assim como fez com Carlos Alberto Richa. Para todo o sempre, “Beto” Richa.
