
Conselho da Criança lamenta que a Prefeitura não tenha apresentado até agora um plano de vacinação do pessoal da Educação. Trezentas mil pessoas atingidas por essa omissão, alerta Comtiba
O Conselho Municipal dos Direitos da Crianças e Adolescentes de Curitiba (Comtiba) está preocupado com um movimento de retorno das aulas presenciais em plena pandemia.
Por meio da resolução 13/2021, publicada no diário oficial municipal nº 50, os conselheiros emitiram um alerta sobre os riscos do retorno presencial, No documento, os conselheiros expressam “a preocupação com o retorno dos atendimentos diretos com crianças e adolescentes nos serviços de educação infantil, convivência e fortalecimento de vínculos e aprendizagem”.
Para eles, até o momento a Prefeitura de Curitiba não apresentou um plano municipal de vacinação do profissional da Educação e, portanto, não há garantia de segurança para mais de 47 mil alunos, professores e demais profissionais da Educação.

SERVIÇO É ESSENCIAL
Mesmo tendo o prefeito Rafael Greca sancionado que o ensino é um serviço essencial, tal como a Saúde e Segurança, até o momento não há verba definida e nem estratégia para garantir a vacinação de toda a comunidade escolar.
Atualmente, a rede de ensino municipal atinge cerca de 300 mil curitibanos, incluindo os 45 mil alunos da rede público e mais 2 mil profissionais da Educação e trabalhadores dos serviços terceirizado, como da merenda, bem como os familiares de todas essas pessoas.
TAXA DE CONTÁGIO
Se pegarmos os 300 mil curitibanos envolvidos e a taxa contágio da capital paranaense estava 1,20, do início dessa semana, em 15 dias teríamos mais de 360 mil infectados. E ao fim de um mês, bateríamos mais de 600 mil pessoas. Diante desse risco, os conselheiros do Comtiba emitiram a resolução de alerta.
Agora cabe ao prefeito, que gosta de declamar amor aos “curitibinhas”, decidir se vai preservar as famílias e atender o alerta do Comtiba ou apenas a interesses mesquinhos de algumas escolas particulares, que fazem lobby pela reabertura.
