quinta-feira, 2 abril, 2026
HomeMemorialCuritiba fica dependendo quase só de livrarias paulistas

Curitiba fica dependendo quase só de livrarias paulistas

Livrarias FNAC no Shopping Barigui
Livrarias FNAC no Shopping Barigui

Com a anunciada saída da rede de livrarias FENAC do Brasil – conforme revelou quarta, 1, o Estadão -, Curitiba ficará, quando se consumar o fechamento da filial do Shopping Barigui, com apenas uma rede de livrarias de porte nascida no Paraná. No caso, as Livrarias Curitiba, com filiais no Estado e também em Santa Catarina, estado onde atua com o nome de Livrarias Catarinenses.

Na verdade, o curitibano ficará, a partir da saída da FENAC, “nas mãos” de grandes livreiros e suas redes originários de São Paulo:

Livraria da Villa, no Shopping Pátio Batel; Saraiva, nos shoppings Crystal e Muller; e Cultura, no Shopping Curitiba.

AS RELIGIOSAS

Há as livrarias religiosas, algumas importantes pelo público fiel a que atendem. Exemplos: a Livraria da Assembleia de Deus, no Centro Cívico; Livraria Evangélica, Av. Barão de Serro Azul; e as católicas Vozes, de Petrópolis, Rua Emiliano Perneta, a de maior penetração por sua ampla e diversificada linha editorial; e as paulistas Livraria das Edições Paulinas, Rua Voluntário da Pátria; Livraria e Editora Paulus, que edita obras de importância mundial (traduzidas geralmente do italiano), como ampla bibliografia sobre Patrística.

A Casa Publicadora Brasileira, da Igreja Adventista do Sétimo Dia, tem filial em Curitiba, na Rua Visconde Rio Branco.

FECHARAM

Duas livrarias ligadas a congregações religiosas católicas fecharam suas lojas em Curitiba nos últimos cinco anos, sendo também originárias de São Paulo: Ave Maria, dos padres Claretianos, dirigentes de cursos universitários de diversas áreas em todo o Brasil, e também dirigentes do Studium Theologicum de Curitiba; Livraria Santuário, que edita e vende os livros da Editora Santuário, de Aparecida do Norte, pertencente à Congregação dos Padres Redentoristas.

Uma das mais relevantes das editoras católicas, a FTD, dedica-se a livros didáticos e tem endereço aberto basicamente à venda em grande escala. A Editora Loyola, dos jesuítas, com catálogos que incluem obras importantes também da sociedade abrangente (e não apenas da linha cristã) não tem livraria em Curitiba.

LUGAR PARA LER

Há várias alegações da FENAC para o processo de desativação de seu projeto no Brasil (com 14 lojas). Uma delas recorre à crise da economia brasileira, o que é compreensível. Outra alegação da rede francesa que há 20 anos chegou ao Brasil (vendendo livros e eletrônicos) é a grande concorrência que passou a sofrer dos livros vendidos pela Internet, o chamado e.commerce. Na verdade, todo comércio sofre essa nova concorrência.

De qualquer forma, observe-se: Em Curitiba, as duas grandes livrarias que melhor acolhem os que a procuram para comprar ou simplesmente examinar as estantes com vistas a eventuais aquisições, são a da Villa, no Pátio Batel, e a Cultura, do Shopping Curitiba. Curiosamente, são as duas que vão remando contra a tendência observada nas outras livrarias, de retirar cadeiras e poltronas destinadas ao público. Na Saraiva do Crystal, que passou por encolhimento físico nos últimos dias, só existem hoje duas cadeiras para o possível leitor “degustar” alguma obra.

Na Villa e na Cultura há, é certo, política de amplo e irrestrito acolhimento ao cliente. Elas não se queixam – pelo menos aqui -, de crise, pois acompanham bem as tendências do público-leitor.

Livraria Saraiva, no Shopping Muller
Livraria Saraiva, no Shopping Muller
Livraria Da Villa, no Pátio Batel
Livraria Da Villa, no Pátio Batel
Livraria Cultura, no Shopping Curitiba
Livraria Cultura, no Shopping Curitiba
CPB Livraria, na Rua Visconde Rio Branco
CPB Livraria, na Rua Visconde Rio Branco
Livraria Paulus, na Praça Rui Barbosa
Livraria Paulus, na Praça Rui Barbosa
Leia Também

Leia Também