sexta-feira, 10 julho, 2026
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COMÉRCIO APONTA PERSEGUIÇÕES DA PREFEITURA DE CURITIBA

Excessos de ações policiais nos estabelecimentos comerciais noturnos têm provocado reclamações nas mídias sociais

Operações da AIFU são criticadas por donos de estabelecimentos comerciais. Associação pede audiência com secretário de segurança

Do Jornal do Bairro Alto

As operações da Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu) continuam provocando perturbação e gerando revolta de empreendedores da gastronomia de Curitiba e região metropolitana.

Os excessos praticados pelos agentes têm sido relatados em grupos de WhatsApp. “Tem uma viatura lá no meu estabelecimento pedindo para fecharmos a pizzaria, pois pediram para o bar do outro lado da rua fechar, mas nós atendemos pedidos até à 1h”, relatou uma empresária.

“Não entendo, pois não tenho música, tenho apenas uma TV, conforme liberação da Prefeitura”, completou. “Minha funcionária acabou de ligar dizendo que pediram até para os clientes saírem e mandaram a gente baixar as portas. Não entendo, pois não temos barulho dentro da loja”, contou outro.

REAÇÃO

Os abusos têm sido uma constância nos últimos meses, informou o presidente da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar/SindiAbrabar), Fábio Aguayo.

“Como bem falou um dos nossos associados, deveriam estar procurando bandidos, não quem está gerando emprego”, ressaltou Aguayo. O presidente da entidade já levou o caso aos deputados da situação e oposição, secretários de estado para relatar a situação, e especialmente ao governador Ratinho Junior.

De acordo com Fábio Aguayo, as ações têm como desculpa sempre o MP (Ministério Público) e a perturbação do sossego. “Se for, tem que desligar a cidade toda e todos os segmentos e não trafegar ônibus, caminhões e motos”.

“Ninguém da nossa categoria é contra fiscalização, pois jamais vamos esquecer a Boate Kiss (que pegou fogo e matou 242 pessoas no Rio de Grande do Sul)”, analisou Aguayo. Que completou: “Mas isso não pode ser escada para falta de bom senso, razoabilidade e muito menos espetacularização circense”.

A Abrabar está já encaminhou pedido de audiência com o secretário estadual de Segurança Pública, Rômulo Marinho Soares e o governador Ratinho Junior para tratar sobre os excessos nas operações da Aifu.

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