quarta-feira, 1 julho, 2026
HomeMemorial“Com todo respeito, excelências”

“Com todo respeito, excelências”

Célio Heitor Guimarães: leitura obrigatória
Célio Heitor Guimarães: leitura obrigatória

Demorei além do habitual a me pronunciar sobre o livro “Com todo respeito, excelências”, de Célio Heitor Guimarães, trabalho que considero imprescindível na estante de quem queira rever, analisar e pesquisar os últimos dez anos da política brasileira. E paranaense, de modo especial.

TEMPOS DE UH

Conheço Célio desde os tempos em que ele trabalhava em Última Hora, em Curitiba, e aprofundei meu conhecimento de sua competência e capacidade crítica quando ele passou a ser capital na primeira revista brasileira importante dedicada à televisão, a TV Programas, anos 1970/80, criada por Luiz Renato Ribas, outro heroico sobrevivente de nossos meios de comunicação.

JORNALÍSTICO

Nunca entendi porque gente do perfil jornalístico de Célio nunca se aprofundou mais em nossos jornais, com colaboração diária. Mas, mesmo assim, ele fez um bom papel de analista da sociedade abrangente em O Estado do Paraná, quando se colocou sob a melhor orientação que alguém poderia ter – Mussa José de Assis.

96-capa-livro-com todo respeito, excelênciasCASTIGANDO O ERRO

No livro, que não está disponível na web, Célio distribui cutucões e olhares de reprovação a todos os que, na vida pública, ferem a ética.

Nesse exercício não perdoou nem alguns magistrados. E ele passou 30 anos como advogado, funcionário do TJPR…

PREMONIÇÃO

Algumas das crônicas de Célio têm sentido premonitório, indicando seu feeling sobre “roubadas” em que os brasileiros iriam cair. Também faz o seu ‘confiteor’, ao mostrar arrependimento em ter, num momento, apoiado e votado no PT.

NÃO É TURISTA

O texto de Célio é jornalístico, sinal de que as lições de Mussa ficaram. Poderia ter-se traído pelo tom bacharelesco. Não caiu nessa.

Resumo: ler o livro e guardá-lo, para consultas oportunas, é obrigação de quem queira manter-se atualizado com o país dos últimos anos.

O talento de Célio habita um universo raro: o dos cidadãos que nasceram para não passar pela vida como turistas. Por isso mesmo, e também por incomodar as excelências, é obra de todo essencial.

Leia Também

Leia Também