
Não vou me desdizer, mas simplesmente ampliar a informação que ontem a coluna publicou sobre a eventual participação de Silvio Barros, ex-secretário de Planejamento do Paraná, no governo de sua cunhada, Cida Borghetti.
Na verdade, Barros não pretende cancelar, mas dar uma pausa ao trabalho de consultoria empresarial que realiza em todo o Brasil, para atender “a convocação de Cida”. Isso foi o que me disse na manhã deste dia 29, falando de Brasília. Essa convocação, esclareceu, não significa convite para ser secretário de Estado.
Explicou que a futura governadora só tratará da composição de seu governo depois de publicada no Diário Oficial a renúncia do governador Beto Richa. Antes disso, só especulações.
DOMINGO À TARDE
Sílvio Barros, com a precisão de palavras que caracteriza esse administrador de competência comprovada, também ex-prefeito de Maringá, disse que passará a tarde deste domingo (e quem sabe a noite) 1, reunido com Cida Borghetti e o ex-ministro Ricardo Barros. Talvez na Vive-Governadoria, não garantiu aonde.
Vão alinhavar e traduzir os finalmente das metas que deverão caracterizar a administração Borghetti. E que também poderão pautar as linhas mestras de um futuro novo governo da ainda vice-governadora.
UM COMPROMISSO
“Meu compromisso é ajudar Cida”, registra Silvio, para explicar que essa colaboração começou há 2 meses, quando coordenou as 11 oficinas de planejamento estratégico, debates e exposições que envolveram a participação de 370 convidados. Os participantes vieram de diversas cidades, sendo professores, médicos, engenheiros, técnicos, servidores públicos, produtores culturais… Dentre as áreas exaustivamente abordadas pelos grupos sob o comando de Silvio, estão Infraestrutura, Meio Ambiente, Inovação, Segurança, Saúde, Esportes, Infância, Cultura.
SÓ CIDA FALA
Com a objetividade que o identifica, Silvio Barros foi taxativo:
“Nada a declarar sobre as linhas de ações futuras. A palavra é de Cida”.
Quanto a rumores de que eventualmente iria comandar a Casa Civil, Barros admite que as especulações “são muitas neste momento, mas quem fala sobre o assunto é Cida”.
QUALITATIVAS
Uma resposta ele deixou-me claro: não participará da campanha política de Cida. Não se envolverá com embates eleitorais.
Diante da observação da coluna de que seria preciso universalizar o nome de Cida Borghetti, tarefa que não é difícil, em face do carisma da vice-governadora, ele respondeu:
– É por isso mesmo, pelo carisma dela, que a campanha tende a deslanchar. O pessoal que cuida do marketing político está fazendo pesquisas qualitativas em torno do nome de Cida.
