quarta-feira, 13 maio, 2026
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CÍCERO EXPLICA PIONEIRISMO DE NICOLAU BLEY NO DESENVOLVIMENTO DO SUL-PR

Cícero Bley (à direita) com familiares
Cícero Bley (à direita) com familiares

Errar continua sendo humano.

O jornalismo profissional não só aceita seus eventuais erros como trata de corrigi-los, tal como faço agora, ao receber a oportuna mensagem de Cícero Bley – um dos primeiros nomes que ouvi explicar, com seriedade, a questão da preservação ambiental no Paraná, no século 20.

E dela se transformar em apóstolo diuturno.

Pois Cícero Bley, que também teve papel muito relevante em Itaipu, onde comandou bem-sucedido programa de renovação ambiental da região, me corrige. Explica a respeito de recente matéria que publiquei – “Bucovinos de Rio Negro estão recebendo passaporte de Luxemburgo”, que o pioneiro imigrante a colonizar Rio Negro e Mafra foi Nicolau Bley.

E que o pioneiro chegou à antiga Capela da Mata, em 1829, vindo com a mãe e mais 11 famílias, da região de Trier, Alemanha. (não bucovina).

Nicolau Bley e esposa: pioneiros
Nicolau Bley e esposa: pioneiros

ÚNICO LUXEMBURGUÊS

Esclarece ainda Cícero Bley: “Como único luxemburguês da primeira leva, Nicolau Bley integrou-se ao grupo de alemães de tal maneira que acabou envolvido e pouco se falou na contribuição de Luxemburgo para a colonização do Sul do Paraná, Rio Negro, Mafra, assim como Lapa, aonde ele teve seu primeiro emprego, e demais municípios.”

TUDO BEM EXPLICADO

Eis a mensagem de Cícero Bley:

“Caríssimo professor Aroldo Murá Haygert.

Cordiais saudações e que esta lhe encontre bem.

Movido exclusivamente pela intenção de contribuir com a já excelente qualidade da informação que caracteriza seu blog, permito-me observar na matéria em referência alguns tópicos pontuais:

1- Nicolau Bley, o pioneiro, veio do Grão Ducado de Luxemburgo para o Brasil em 1829, junto com mais 11 famílias alemãs da região de Trier (não bucovina). Nicolau foi o único imigrante luxemburguês desta primeira leva que chegou a localidade da Capela da Mata e ali fundaram Rio Negro e Mafra.

SEGUNDA LEVA

Os alemães bucovinos vieram numa segunda leva logo depois. Como único luxemburguês da primeira leva Nicolau Bley integrou-se ao grupo de alemães de tal maneira que acabou envolvido e pouco se falou na contribuição de Luxemburgo para a colonização do Sul do Paraná, Rio Negro, Mafra, assim como Lapa aonde ele teve seu primeiro emprego e demais municípios.

COMEÇOU EM 2014

Em 2014 Luxemburgo abriu a oportunidade para registro de cidadania por consanguinidade, o que atraiu vários Descendentes de Nicolau Bley (não só mas de outros luxemburgueses).

PRIMEIRA DESCENDENTE.

2- A primeira descendente a procurar a cidadania foi a Flávia Bley, que hoje mora com a família em Luxemburgo. Fez o caminho de volta. Tem tido um desempenho extraordinário na orientação de vários atuais cidadãos, inclusive no meu caso.

3- Um grupo grande de “recentes cidadãos luxemburgueses” tem se mantido ativo.

ENCONTRO EM RIO NEGRO

Em novembro passado fizemos um encontro em Rio Negro com presença de 250 familiares, quando marcamos essa presença luxemburguesa nas tradições locais, predominantemente alemã e nos somamos a eles e outras etnias celebrando o aniversário da cidade.

CIDADANIA ATIVA

Por cidadania ativa entendemos a promoção de vários projetos com Luxemburgo e Rio Negro, como as mostras de audiovisuais e curtas metragens com registros históricos, projeto este capitaneado pelas primas Sonia Cabral e Denise Araujo. A reedição do livro Genealogia da Família Bley de autoria de Waldemiro Bley Jr, cuja curadora Ligia Meyer, filha de Waldomiro já tem iniciado esta segunda edição e também temos um projeto Rio Negro/Feulen (cidade aonde nasceu Nicolau Bley) para cooperação cultural e econômica como Cidades Irmãs.

GRANDE REENCONTRO

Enfim, agradecemos imensamente o fato de que você como jornalista formador da opinião paranaense tenha dado a esse relevante reencontro da família Bley com suas origens, o que representa a reconexão dos Bley, Grein, Ruthes, Zornig, Andrzejewski, Di Giorgio, Lipiski e todos os demais ramos que brotaram desta fértil raiz que foi Nicolau Bley, o pioneiro que aqui chegou aos 20 anos de idade acompanhado de sua mãe para uma jornada épica de colonização do Novo Mundo.

Muito obrigado.

Cicero Bley Jr”

As cidades de Rio Negro e Mafra unidas pela ponte de ferro
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Encontro de famílias de origem luxemburguesa, em 2017
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