segunda-feira, 11 maio, 2026
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CÉSAR BENJAMIN JÁ ESTEVE NO PARANÁ. MAS NÃO ESTEVE

Cesar Benjamin: hoje, secretário de Crivella; Ex-senadora Heloisa Helena, foi parceira do ex-guerrilheiro
Cesar Benjamin: hoje, secretário de Crivella; Ex-senadora Heloisa Helena, foi parceira do ex-guerrilheiro

O senhor que foi às redes sociais para responder a uma declaração da atriz Taís Araújo tem nome. Ele se chama César Benjamin, é o atual secretário municipal de Educação na prefeitura de Marcelo Crivella, no Rio, e, acredite, foi fundador do PT.

CESINHA

Benjamin tem papel importante no livro “1968 – O Ano Que Não Terminou”, de Zuenir Ventura. É o Cesinha, revolucionário aos 17 anos, preso e torturado nos porões da ditadura, expulso do país sete anos depois.

Anistiado, ele coordenaria a campanha de Lula à presidência em 1989, desligaria-se do partido em 2002 e seria o vice de Heloísa Helena, já no PSOL, quatro anos mais tarde. Para os paranaenses, Benjamin atrai o interesse por duas razões. Ele foi presidente da Rádio e TV Educativa durante o terceiro governo Requião (2007-2010), sem quase nunca pisar em solo paranaense. Esteve no Paraná, mas nunca esteve. Em 2009, quando ainda era funcionário do governo, publicou artigo na Folha de S. Paulo, em que afirmava que o presidente Lula tentou “subjugar” sexualmente um companheiro de cela quando foi preso em 1980.

LOCALIZAÇÃO NO MAPA IDEOLÓGICO

Nada disso o faz distanciar-se da crítica que fez à atriz global. Mas dá sua localização geográfico-ideológica. Benjamin é um homem de esquerda.

Trabalhou em governos de esquerda (à distância ou não) e aceitou o encargo do prefeito-bispo sob a alegação de que faria o que a esquerda nunca permitiu que ele fizesse. A resposta que deu a Taís Araújo é de conhecimento público. Ele rebateu a afirmação da atriz de que as pessoas atravessavam a rua quando viam seu filho “preto”. Disse que se tratava de um “racismo idiota”. Isso jamais aconteceria, segundo Benjamin. E lembrou, com certa propriedade estatística, que somos um país de pardos, não de negros ou brancos. Nada de “100% Black” nem “100% White”. Somos uma mistura bem-sucedida da raça humana. Nesse aspecto César Benjamin, o Cesinha, está coberto de razão.

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