
Leonardo Petrelli defende que a Proposta de Emenda à Constituição pode ser mais uma camada de transparência para o sistema eleitoral brasileiro
Ainda em discussão no Congresso Nacional, a PEC do Voto Impresso Auditável é destaque dos noticiários nos últimos dias. Na próxima quinta-feira (5), a proposta será analisada por uma comissão especial da Câmara dos Deputados. O tema é polêmico e divide opiniões.
Leonardo Petrelli, CEO do Grupo RIC Paraná – o maior grupo de comunicação da Região Sul do Brasil –, posicionou-se favorável à proposta. – A grande questão é que esta discussão vai muito além de registrar, ou não, votos em cédulas. Envolve, acima de tudo, a confiabilidade das eleições.
Não são poucos os especialistas políticos que afirmam que o resultado de qualquer disputa democrática só pode ser levado em consideração caso todos os envolvidos confiem totalmente na regra do jogo – afirma Petrelli.
DESINFORMAÇÃO
O empresário paranaense acredita que a desinformação e a polarização política ainda atrapalham o entendimento da PEC por parte da população: – Preocupa-me a polarização extrema que existe acerca dos projetos discutidos. Antes do conteúdo, as pessoas analisam se é uma bandeira de esquerda ou direita, quando o certo seria ter todas as informações necessárias antes de tomar ou defender uma posição.

CLAMOR POR TRANSPARÊNCIA
Para Leonardo, já que é uma camada extra de transparência, os parlamentares devem aderir a esta demanda que surge de parte da população brasileira. Ele diz que “as diversas manifestações registradas nos quatro cantos do país precisam ser vistas pelos deputados e senadores. Afinal, é um clamor por mais transparência, confiabilidade e legitimidade do sistema eleitoral brasileiro. Por que não?”, finaliza.
A Proposta de Emenda Constitucional é de autoria da Deputada Federal do Rio de Janeiros Bia Kicis. O relator é o Deputado Federal paranaense Felipe Barros. Para ser aprovado, o documento precisa de maioria simples entre os 34 membros da comissão especial. Caso ocorra, a expectativa é que siga para análise e votação em plenário ainda no mês de agosto. Como se trata de emenda à Constituição, é necessário que haja duas votações tanto na Câmara quanto no Senado e voto favorável de, ao menos, três quintos dos parlamentares.

