sexta-feira, 10 julho, 2026
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CAMPAGNOLO ACENTUA LADO POLÍTICO, EM VITÓRIA APERTADA: QUATRO VOTOS ESTÃO “SUB JUDICE”

Carlos Walter Martins Pedro: novo presidente

(matéria republicada corrigindo imprecisão de edição):

Edson Luiz Campagnolo mostrou mais cacife político do que esperado por seus opositores e, mesmo, do que imaginavam alguns de seus aliados, ao eleger, dia 14, Carlos Walter Martins Pedro, de Maringá, para sucedê-lo na Presidência da FIEP, a poderosa Federação das Indústrias do Paraná. E mais ainda: também venceu contestações, a mais expressiva delas a que vetava sua postulação a ser representante da FIEP no Conselho da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Venceu também essa parada.

POR DOIS VOTOS

Esses resultados eleitorais foram raquíticos, vitória por apenas 2 votos de Carlos Walter sobre seu oponente, Eugênio Gizzi, num colégio de 96 sindicatos com direito a voto. Mas o que importa é quem ganhou, no frigir dos ovos. O resto pode ser choro. Ou, a médio prazo, resultar em grande composição que Walter saberá articular no universo do Sistema FIEP, sabidamente generoso na hora de apaziguar oposições intestinas.

Ou, o que também não se descarta: uma decisão judicial que altere tudo até agora dado como certo.

Afinal, o bem do segmento industrial é o que contará nos futuros diálogos, pois a indústria está a pedir água, como o resto do país.

Edson Campagnolo: consolida liderança; Ricardo Barros: recuperação de prestígio

ALIANÇA INESPERADA

Claro que se tem de observar as alianças que Campagnolo fez para chegar à vitória de sua chapa. Uma delas, inimaginável, sete anos atrás, quando Edson assumiu a FIEP. Ele teria estendido as mãos a Ricardo Barros, deputado federal e ex-ministro da Saúde, que havia derrotado na eleição que o levou ao Palácio da Indústria.

Walter pode tê-los reconciliado.

Afinal a “República de Maringá” pode fazer milagres inimagináveis, paira acima de brigas.

CAPITAL E INTERIOR

De qualquer forma, vale apostar fichas em Carlos Walter, um maduro nome na defesa dos pleitos empresariais e nas liças sindicais da Indústria.

E disso tudo fica uma lição forte ao pessoal de Curitiba que pregou insistentemente contra uma nova eventual eleição de um nome do interior, ao reclamar que a Capital, com Gizzi, deveria – “necessariamente” — ser o centro do poder da FIEP.

A pregação Interior versus Capital não colou. Por dois votos.

Mas, atenção: há quatro votos sub-judíce.

O futuro a Deus pertence.

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